Modelo de evolução organizacional criado por David J. Anderson e Teodora Bozheva.
Roteiro estruturado para o crescimento da agilidade organizacional
Como?
Aplicação do método Kanban (ferramenta de gestão de fluxo)
Sistema de evolução cultural e de maturidade organizacional.
Os níveis de maturidade do KMM vão desde práticas iniciais de visibilidade e controle de trabalho até estados avançados de alinhamento estratégico e excelência organizacional
O KMM é contextual: não impõe práticas, mas orienta o que é apropriado para cada estágio de maturidade, ajudando líderes e equipes a diagnosticar o estado atual e planejar o próximo passo evolutivo.
Nível 0 – Inconsciente:
ausência de práticas de gestão; trabalho reativo.
Nível 1 – Sobrevivência:
práticas básicas de visualização e controle de tarefas.
Nível 2 – Consciente:
políticas explícitas e gestão de fluxo com métricas básicas.
Nível 3 – Gerenciado:
previsibilidade e foco em resultados de negócio.
Nível 4 – Alinhado:
integração entre times e alinhamento estratégico.
Nível 5 – Evolutivo:
melhoria contínua guiada por dados e cultura colaborativa.
Nível 6 – Orientado a Propósito:
organização resiliente e adaptativa.
Nível 0 – Inconsciente:
ausência de práticas de gestão; trabalho reativo.
📌 Não há práticas de gestão. O trabalho é reativo e caótico, com foco apenas em “apagar incêndios”.
🔖Exemplo:
Um time de suporte técnico atua respondendo solicitações conforme chegam, sem priorização, sem registro de tarefas e sem limite de WIP. As entregas são imprevisíveis, e os prazos raramente são cumpridos.
🚦Sinais típicos:
Falta de visibilidade sobre o que está sendo feito.
Dependência de pessoas específicas (“se o fulano sair, para tudo”).
Comunicação majoritariamente por mensagens ou e-mails dispersos.
Nível 1 – Sobrevivência:
práticas básicas de visualização e controle de tarefas.
Nível 2 – Consciente:
políticas explícitas e gestão de fluxo com métricas básicas.
Nível 3 – Gerenciado:
previsibilidade e foco em resultados de negócio.
Nível 4 – Alinhado:
integração entre times e alinhamento estratégico.
Nível 5 – Evolutivo:
melhoria contínua guiada por dados e cultura colaborativa.
Nível 6 – Orientado a Propósito:
organização resiliente e adaptativa.
📌 O time começa a visualizar o trabalho e tenta reagir de forma menos caótica.
Cria-se um quadro Kanban simples e busca-se controlar o fluxo básico.
🔖Exemplo: A equipe do projeto “Maverick” cria um quadro no Kanbanx ou Jira com colunas A Fazer → Fazendo → Feito, e todos passam a registrar suas tarefas.
Ainda não há métricas nem políticas claras, mas já há uma tentativa de coordenação e priorização.
🚦Sinais típicos:
Primeiros limites de WIP são testados.
As pessoas entendem “o que cada um está fazendo”.
Ainda há gargalos e dependências, mas o caos começa a diminuir.
Nível 1 – Sobrevivência:
práticas básicas de visualização e controle de tarefas.
Nível 2 – Consciente:
políticas explícitas e gestão de fluxo com métricas básicas.
Nível 3 – Gerenciado:
previsibilidade e foco em resultados de negócio.
Nível 4 – Alinhado:
integração entre times e alinhamento estratégico.
Nível 5 – Evolutivo:
melhoria contínua guiada por dados e cultura colaborativa.
Nível 6 – Orientado a Propósito:
organização resiliente e adaptativa.
Nível 0 – Inconsciente:
ausência de práticas de gestão; trabalho reativo.
📌 O time começa a entender o fluxo de trabalho, definir políticas explícitas e medir desempenho.
A gestão passa a ser baseada em dados e feedbacks.
🔖Exemplo: O time define que cada tarefa só pode seguir para “Em validação” após code review concluído e builds automatizados passarem.
Eles coletam Lead Time médio e fazem reuniões rápidas semanais para analisar gargalos.
🚦Sinais típicos:
Uso consistente de métricas (Lead Time, Throughput, WIP).
Políticas explícitas (“só entra uma nova história quando sair outra”).
Melhoria contínua começa a acontecer nas retrospectivas.
Nível 1 – Sobrevivência:
práticas básicas de visualização e controle de tarefas.
Nível 2 – Consciente:
políticas explícitas e gestão de fluxo com métricas básicas.
Nível 3 – Gerenciado:
previsibilidade e foco em resultados de negócio.
Nível 4 – Alinhado:
integração entre times e alinhamento estratégico.
Nível 5 – Evolutivo:
melhoria contínua guiada por dados e cultura colaborativa.
Nível 6 – Orientado a Propósito:
organização resiliente e adaptativa.
Nível 0 – Inconsciente:
ausência de práticas de gestão; trabalho reativo.
📌 A organização busca previsibilidade, padronização e resultados de negócio mensuráveis.
As métricas passam a orientar decisões estratégicas.
🔖Exemplo: O time Core utiliza dashboards no Power BI para monitorar tempos médios de entrega, níveis de serviço e satisfação dos stakeholders internos (ex: Diretoria, Casa Labs).
As prioridades são discutidas com base em classes de serviço e compromissos de entrega.
🚦Sinais típicos:
Previsibilidade de entregas mensurada (SLA, Lead Time Percentil).
Uso de classes de serviço (“expedite”, “standard”, “intangible”).
Integração entre times começa a ser formalizada.
Nível 1 – Sobrevivência:
práticas básicas de visualização e controle de tarefas.
Nível 2 – Consciente:
políticas explícitas e gestão de fluxo com métricas básicas.
Nível 3 – Gerenciado:
previsibilidade e foco em resultados de negócio.
Nível 4 – Alinhado:
integração entre times e alinhamento estratégico.
Nível 5 – Evolutivo:
melhoria contínua guiada por dados e cultura colaborativa.
Nível 6 – Orientado a Propósito:
organização resiliente e adaptativa.
Nível 0 – Inconsciente:
ausência de práticas de gestão; trabalho reativo.
📌 Os times e áreas se integram.
Há alinhamento entre objetivos estratégicos e operacionais, e a melhoria é coordenada em nível organizacional.
🔖Exemplo: Squads “A”, “B” e “C” sincronizam suas cadências e indicadores.
Revisões trimestrais de fluxo (Service Delivery Review) são feitas com líderes de P&D e People & Process.
Há gestão de portfólio visual e OKRs integrados aos fluxos de entrega.
🚦Sinais típicos:
Kanbans conectados entre áreas (Enterprise Kanban).
Foco em objetivos compartilhados e na entrega de valor.
Gestão baseada em métricas de negócio, não apenas técnicas.
Nível 1 – Sobrevivência:
práticas básicas de visualização e controle de tarefas.
Nível 2 – Consciente:
políticas explícitas e gestão de fluxo com métricas básicas.
Nível 3 – Gerenciado:
previsibilidade e foco em resultados de negócio.
Nível 4 – Alinhado:
integração entre times e alinhamento estratégico.
Nível 5 – Evolutivo:
melhoria contínua guiada por dados e cultura colaborativa.
Nível 6 – Orientado a Propósito:
organização resiliente e adaptativa.
Nível 0 – Inconsciente:
ausência de práticas de gestão; trabalho reativo.
📌 A organização tem uma cultura de melhoria contínua guiada por dados.
O aprendizado coletivo é incorporado na rotina, e o sistema se ajusta proativamente.
🔖Exemplo: Após identificar uma queda na satisfação do cliente interno (via survey trimestral), a equipe cria um experimento controlado de otimização de fluxo, medindo o impacto real no tempo de entrega.
Esses aprendizados são documentados e compartilhados entre squads no People & Process Lab.
🚦Sinais típicos:
Adoção de Kaizen evolutivo como rotina.
Cultura de experimentação (“erre pequeno, aprenda rápido”).
Times analisam métricas para definir melhorias, não por intuição.
Nível 1 – Sobrevivência:
práticas básicas de visualização e controle de tarefas.
Nível 2 – Consciente:
políticas explícitas e gestão de fluxo com métricas básicas.
Nível 3 – Gerenciado:
previsibilidade e foco em resultados de negócio.
Nível 4 – Alinhado:
integração entre times e alinhamento estratégico.
Nível 5 – Evolutivo:
melhoria contínua guiada por dados e cultura colaborativa.
Nível 6 – Orientado a Propósito:
organização resiliente e adaptativa.
Nível 0 – Inconsciente:
ausência de práticas de gestão; trabalho reativo.
📌A organização atinge alta resiliência, propósito claro e adaptação contínua.
A melhoria é sistêmica e natural — todos agem orientados ao valor e propósito.
🔖Exemplo: A instituição, integrada entre suas áreas (Engenharia, Operações, Negócio e etc.), possui ciclos de aprendizado institucionais, revisa constantemente suas políticas organizacionais e define prioridades baseadas em impacto social e inovação sustentável.
A cultura ágil é parte da identidade da empresa.
🚦Sinais típicos:
Feedbacks constantes com clientes e stakeholders.
Adaptação organizacional natural, sem rupturas.
Cultura de propósito e sustentabilidade em todos os níveis.
Nível 1 – Sobrevivência:
práticas básicas de visualização e controle de tarefas.
Nível 2 – Consciente:
políticas explícitas e gestão de fluxo com métricas básicas.
Nível 3 – Gerenciado:
previsibilidade e foco em resultados de negócio.
Nível 4 – Alinhado:
integração entre times e alinhamento estratégico.
Nível 5 – Evolutivo:
melhoria contínua guiada por dados e cultura colaborativa.
Nível 6 – Orientado a Propósito:
organização resiliente e adaptativa.
Nível 0 – Inconsciente:
ausência de práticas de gestão; trabalho reativo.
Nível 0 – Inconsciente:
ausência de práticas de gestão; trabalho reativo.
Nível 1 – Sobrevivência:
práticas básicas de visualização e controle de tarefas.
Nível 2 – Consciente:
políticas explícitas e gestão de fluxo com métricas básicas.
Nível 3 – Gerenciado:
previsibilidade e foco em resultados de negócio.
Nível 4 – Alinhado:
integração entre times e alinhamento estratégico.
Nível 5 – Evolutivo:
melhoria contínua guiada por dados e cultura colaborativa.
Nível 6 – Orientado a Propósito:
organização resiliente e adaptativa.
Evolução incremental: permite avançar passo a passo, com segurança, sem grandes rupturas culturais.
Diagnóstico objetivo: fornece mapas de práticas, valores culturais e indicadores para identificar o estágio de maturidade de cada equipe.
Integração com outros modelos: compatível com CMMI, MPS.br e Agile Fluency — pode funcionar como elo entre práticas ágeis e governança organizacional.
Foco em cultura e sustentabilidade: estimula a gestão baseada em políticas, feedback loops, e uma cultura de melhoria contínua, essenciais à agilidade organizacional.
Aplicável a qualquer contexto: desde times de software até áreas de suporte, P&D ou gestão corporativa.
Base empírica e validada: construído com base em centenas de implementações reais em empresas de diferentes portes.
Permite medições reais: evolução acompanhada via métricas de fluxo (Lead Time, Throughput, WIP, etc.) e indicadores culturais.
Alinhamento top-down e bottom-up: facilita o diálogo entre diretoria e equipes operacionais em torno da evolução organizacional.
Risco de excesso de diagnóstico: pode se tornar pesado se usado de forma burocrática, sem foco em melhoria real.
Demanda coaching especializado: implementação madura exige líderes com experiência em Kanban evolutivo (KCP, AKT).
Não é prescritivo: fornece orientação, mas não determina práticas exatas — pode gerar insegurança em times iniciantes.
Tempo para resultados: a evolução cultural proposta é gradual; ganhos perceptíveis ocorrem ao longo de meses ou anos.
Adesão desigual entre áreas: em organizações com projetos fixos ou cultura de comando-controle, o avanço pode ser lento.
| Pilar FPFtech | Adaptação sugerida via KMM |
|---|---|
| Diagnóstico de maturidade | Utilizar o KMM para mapear o estágio atual das equipes (níveis 1–3) e definir ações evolutivas por área. |
| Cultura e Pessoas | Promover treinamentos e dinâmicas sobre valores Kanban (transparência, feedback, equilíbrio e colaboração). |
| Processos | Adotar políticas explícitas e gestão visual dos fluxos intersquads (Hubble, Core, Sigo etc.). |
| Governança | Implementar revisões evolutivas trimestrais (evolutivas, não punitivas) e mapear métricas de maturidade organizacional. |
| Melhoria Contínua | Incorporar práticas de Kaizen evolutivo e revisões de políticas como rotina institucional. |