Trabalho realizado por: João Pinto (n.º 9), Luís Pinto (n.º 11), Pedro Almeida (n.º 14), Samuel Dias (n.º 15)
Saio. A noite pesa, esmaga.
Passeios de lajedo
Ó moles hospitais!
Cercam-me as lojas
Chão minado pelos canos
E de uma Padaria
Longas descidas!
secam nos mostradores
E, nas esquinas
Apagam-se, nas frentes
Cercam-me as lojas, tépidas. Eu penso
Ver círios laterais, ver filas de capelas,
Com santos e fiéis, andores, ramos, velas,
Em uma catedral de um comprimento imenso.
“Que grande cobra, a lúbrica pessoa”
“Ó moles hospitais! Sai das embocaduras”
“Com santos e fieis, andores, ramos, velas,”
“Em uma catedral de um comprimento imenso.”
“E nas esquinas, calvo, eterno, sem repouso”
-O forjador;
-O cuteleiro;
-A velha;
-O velho professor de Latim do “eu” lírico.
-Impuras (Prostitutas)
No poema, a figura feminina surge como uma mulher associada ao campo: forte e magra
No entanto esta encontra-se na cidade para vender os seus produtos(“Como um retalho de aglomerado”; “Pousara, ajoelhando, a sua giga”)
Em contraste, no poema “O sentimento de um ocidental” as mulheres surgem associadas à cidade de uma forma sensual, luxuosa e excêntrica. ("Que espartilhada escolhe uns xales com debuxo!/Sua excelência atrai, magnética, entre o luxo…")
| Imagem | Texto |
|---|---|
| Tempo: Noite | Tempo: Noite ("A noite pesa") |
| Espaço: Cidade | Espaço: Cidade |
| Candeeiros | Candeeiros de gás |
| Forte Movimento na Cidade | Forte Movimento na Cidade |
| Presença de várias lojas e serviços | Presença de várias lojas e serviços |