Vista dos bairros operários da Moóca e Ipiranga em São Paulo
Os imigrantes que se tornaram operários das indústrias de cidades como São Paulo, Buenos Aires e Montevideo estabeleceram-se, no início do século XX, em loteamentos populares que se localizavam distantes do centro.

Cotonifício Crespi, no bairro da Mooca, em São Paulo. Fonte: São Paulo 450 anos.
Muitas grandes indústrias possuíam vilas em suas proximidades ocupadas pelos trabalhadores.

Cia. Nacional de Juta, no bairro do Brás, em São Paulo (1912).
Em São Paulo, para abrigar os operários das indústrias, surgem os bairros operários, como Brás, Bexiga, Barra Funda, Belenzinho, Mooca, Lapa, Luz, Bom Retiro,Vila Mariana e Ipiranga.
Rua no bairro do Moóca, em São Paulo, onde se observa casas geminadas, típicas dos bairros operários brasileiros.
Os moradores dos bairros operários, em São Paulo, não só viviam em casas de pau-a-pique, como também em cortiços, edifícios que abrigavam muitas famílias.

Vila Itororó, casarão que abrigava 86 famílias, até 2011, no bairro do Bexiga em São Paulo.
Algumas indústrias construíam vilas operárias para seus trabalhadores

As famílias ocupavam as casas, que eram geralmente geminadas, para aproveitar ao máximo o espaço existente.
A Vila Maria Zélia, primeira vila operária do Brasil foi construída em 1917, baseada nas cidades européias do início do século XX.
Casas da Vila Maria Zélia em São Paulo.
A Vila Zélia foi construída pelo empresário Jorge Street, para servir de moradia aos operários de sua Fábrica de Tecidos da Juta.
A Vila Maria Zélia era uma mini cidade: Capela, Jardins, Escolas, creche, coreto, armazéns, ambulatório médico, dentista, açougue e salão de festas, que representavam um avanço para a política industrial da época.
Capela da Vila Maria Zélia em São Paulo.
Atualmente, a Vila Maria Zélia é constituída por aproximadamente 200 casas com mais de 600 habitantes.
Vila Operária localizada em Aldeia Campista, Rio de Janeiro, Brasil.
Casas de operários das fábricas, construídas pela empresa inglesa Ferro Carril Central del Uruguay (FCCU), fundada en 1876, bairro Peñarol, Montevideo, Uruguay.
A casas dos operários da ferrovia de Peñarol foram construídas pelos ingleses no final do século XIX.

Rua Rivarola, quarteirão entre Carlyle e Aparicio Saravia. Constituída de 44 casas, com dois ou três dormitórios.
Estação Peñarol - Oficinas de manutenção e obras.
A Villa del Cerro brigou milhares de imigrantes que chegaram ao Uruguai até meados do século XX.
Vista do Cerro em Montevideo, 1865.
Um imigrante chegando na rua Grecia, Villa del Cerro (1910 aproximadamente).
A Villa del Cerro foi considerada um verdadeiro símbolo da indústria da carne na economia uruguaia.

Edifício da antiga fábrica Swift na Villa do Cerro, hoje pertence a Armada Nacional para atender ao porto.
O bairro operário La Boca, em Buenos Aires, que abrigou os imigrantes italianos que chegaram no final do século XIX. Foi epicentro do desenvolvimento portuário e industrial.
Os imigrantes se instalavam nos Conventillos, um tipo de moradia coletiva, onde um quarto é alugado por uma família ou um grupo de pessoas.
Pintavam suas casas com as sobras das tintas que os marinheiros traziam, utilizando-se de diversas cores para pintar toda a casa, que eram feitas de chapa metálica, construídas sobre pilotis ou cimento, para proteger das inundações.
Cortiço em San Telmo, bairro operário que já foi centro financeiro e importante zona comercial de Buenos Aires no início do século XX.
Desenho original do edifício Risso, depois cortiço Mediomundo, em Montevideo, ícone da raça negra e do candombe .