Objetivos
Definir a grandeza física impulso.
Enunciar o teorema do impulso-momento linear.
Aplicar o teorema do impulso-momento linear.
Bibliografia.
Tipler - Cap. 8
Seção: 8.3 (pag. 241 a 248)
- Refaça os exercícios resolvidos.
O momento linear em mais dimensões.
O mínimo obrigatório é estudar a referência e a lista de exercícios (veja SIGAA)
Para usar I.A. você deve saber ou ter ideia do que está fazendo. Se não é só informação fugaz.
A conservação do momento tem aplicações muito mais amplas. Governa tudo o que acontece no universo.
A conservação do momento linear é usada para resolver muitos problemas científicos e de engenharia:
Princípio fundamental da natureza
O momento linear é sempre conservado nos sistemas isolados em que a força resultante externa é nula.
A conservação do momento se aplica a átomos e partículas elementares na escala subatômica, as estrelas e galáxias na escala cósmica e a tudo o que está no meio.
Em muitas situações reais, o momento linear de um objeto em movimento está variando continuamente devido a sua interação com sua vizinhança, pois o sistema não é isolado ou melhor dizendo porque a resultante das forças externas não é nula.
Para predizer o movimento de um sistema nós devemos ser capazes de expressar matematicamente a relação entre interação sistema-vizinhança e a variação do momento linear.
O Princípio do Impulso faz uma conexão quantitativa entre a interação e variação do momento linear.
Para construir esse conceito vamos precisar rever o que é um contorno, vizinhança, sistema, interação e impulso.
Princípio fundamental da natureza
Qualquer objeto ou grupo de objetos que possamos separar com um <contorno>, em nossa imaginação, do ambiente circundante ou <vizinhança> é um <sistema>.
Na colisão entre dois carros em um trilho de baixo atrito, os dois carros juntos são o sistema. O trilho é a vizinhança.
Se estamos interessados no movimento do carro 1, ele pode ser o sistema. O carro 2 e o trilho são vizinhança.
Depois de decidir incluir um determinado objeto no sistema, ele deve permanecer assim durante toda a análise.
vizinhança
sistema
contorno
sistema
contorno
vizinhança
O resultado físico independe dessa escolha, mas as escolhas adequadas podem simplificar o cálculo!
Sistema isolado x não isolado
Qual a variação do momento linear do ciclista (sistema)?
O momento linear do ciclista variou.
O que provocou a variação do momento linear do ciclista?
Pedalando a \(v\) = 45 km/h. Então, colide no muro e tem a rapidez reduzida para \(v\) = 0.
Pedalando a \(v\) = 36 km/h. Então, colide no muro e tem a rapidez reduzida para \(v\) = 0.
Fonte: https://super.abril.com.br
Sistema não isolado
A variação do momento linear do ciclista é o mesmo colidindo no colchão ou no muro.
Pedalando a \(v\) = 36 km/h. Então, colide no muro e tem a rapidez reduzida para \(v\) = 0.
Qual a variação do momento linear do ciclista (sistema)?
Fonte: https://super.abril.com.br
Sistema não isolado
Por que seria preferível colidir no colchão?
colchão
Pedalando a \(v\) = 36 km/h. Então, colide no colchão e tem a rapidez reduzida para \(v\) = 0.
O momento linear é uma propriedade intrínseca dos objetos (do ciclista).
Ao colidir no colchão o tempo de ineração deve ser maior.
A variação do momento linear é a mesma.
A variação do momento linear ocorre a uma taxa mais lenta.
Para uma mesma variação do momento linear quanto maior o tempo da interação, menor será força do impacto.
colchão
Para uma mesma massa inercial e velocidade tanto faz colidir no muro ou no colchão.
Fonte: https://super.abril.com.br
Sistema não isolado
O que determina a magnitude da força do impacto não é o valor absoluto da variação do momento linear, mas a taxa na qual essa variação acontece.
A força resultante externa exercida no ciclista é a taxa de variação no tempo do momento linear do ciclista.
Força do impacto
Variação do momento do objeto
Variação do tempo da interação = Taxa
colchão
Fonte: https://super.abril.com.br
Impulso
Considerando o ciclista como o sistema e o muro como a vizinhança percebemos que a força que o muro exerce no ciclista varia o momento linear do ciclista.
Taxa de variação do momento linear e força resultante
Sem interação
Com interação
Fonte: https://super.abril.com.br
Impulso
Vamos definir a lei do impulso, \(\vec I\):
obemos a equação do impulso:
No Sistema internacional a unidade do impulso (ou variação do momento linear) é redefinida para:
O impulso entregue a um objeto durante um intervalo de tempo Δt - é igual ao produto da soma vetorial das forças exercidas sobre o objeto e a duração do intervalo de tempo.
A partir da relação entre variação do momento linear, força externa resultante e intevalo de tempo.
como a variação no momento de um sistema ou objeto como o impulso entregue a ele.
Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear
Para um sistema isolado em que as força resultante externa é nula, a conservação do momento linear significa:
O impulso pode aumentar (entrada: \(I>0\)) ou diminuir (saída: \(I<0\)) a magnitude do momento do linear sistema. Para um sistema isolado, o impulso é zero (\(I=0\)).
Como o momento linear é um vetor, o impulso também é um vetor e tem unidade de N.s
Para um sistema não isolado em que a força resultante externa não é nula, temos:
onde \(\vec I\) é o impulso e significa uma transferência de momento da vizinhança para o sistema.
Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear
A variação de momento do carrinho 1 é compensada por uma variação no momento do carrinho 2. Vejamos a interação do sistema isolado dos carros com mola.
carro 1
carro 2
Sistema Isolado dos carros com mola
Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear
Em ambas as colisões a variação de momento do carrinho 1 é compensada por uma variação no momento do carrinho 2. Vejamos a interação do sistema de carros sem mola.
carro 1
carro 2
Sistema Isolado dos carros sem mola
Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear
O movimento de dois carrinhos (sistema) que colidem em um trilho (vizinhança) de baixo atrito.
Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear
Há aceleração/desaceleração somente no momento do impacto.
Essas forças são internas e variam o momento linear de cada carrinho.
Mas as forças internas não alteram o momento linear do sistema.
A soma dos impulsos nesse caso é nula.
O movimento de dois carrinhos (sistema) que colidem em um trilho (vizinhança) de baixo atrito.
As velocidades não são constantes durante a colisão.
As acelerações não são nulas durante a colisão.
sistema
vizinhança
contorno
Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear
Forças impulsivas são forças que atuam por um dado instante de tempo:
Fonte: Tipler & Mosca
Se a força não é nula, então a variação do momento linear num intervalo de tempo \([t_1,t_2]\) é
Define-se como impulso da força resultante aplicada durante um intervalo de tempo, o vetor:
A unidade do impulso é o N.s.
Devido a definição, o impulso é numericamente igual à área sob a curva no gráfico de F x t.
Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear
Uma força impulsiva é tal que,
Fonte: Tipler & Mosca
A força média impulsiva é:
Devido a definição, o impulso pode ser calculado aproximadamente por:
onde a força média está a meia altura da força impulsiva.
Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear
O papel do air-bag é vital. Na colisão a variação do momento linear é o mesmo. Os carros partem com a mesmo momento inicial \(p_i\neq 0\) e finalizam com \(p_f = 0\).
Quanto maior a elasticidade dos materiais do carro maiores as chances da manutenção da vida.
Para uma mesma variação do momento linear, quanto maior o tempo da interação menor será a força do impacto. Isso salva vidas!
Aplicando os conceitos
Os engenheiros avaliam a segurança dos carros a partir de vídeo-análise do movimento do carro e do motorista
O carro apresenta uma aceleração máxima de 200 m/s\(^2\). O impulso:
O motorista com airbag tem uma aceleração máxima de 280 m/s\(^2\). O impulso I = 1680 N.S.
O motorista sem airbag tem uma aceleração máxima de 400 m/s\(^2\). O impulso I = 1820 N.S.
FONTE: Revista Brasileira de Ensino de F ́ısica, v. 36, n. 1, 1501 (2014)
Depois da colisão a cabeça do motorista sem airbag volta para trás (descalara) o que é um segundo risco.
Aplicando os conceitos
Profissionais que trabalham com atletas de alto desempenham trabalham com video-análise para melhorar o rendimento dos atletas.
Aplicando os conceitos
Para ensinar um robô a andar é necessário entender como andamos.
Aplicando os conceitos
Exemplo 1 (A9.P1-01)
Suponha que você tenha de escolher entre agarrar uma bola 1 de 0,50 kg que se desloca a 4,0 m/s ou uma bola 2 de 0,10 kg que se desloca a 20 m/s.
Qual das duas bolas seria mais fácil de agarrar?
Exemplo 2 (A9.P1-02)
Dois barcos que deslizam no gelo, apostam corrida sobre um lago horizontal sem atrito. Os barcos possuem massas m e 2m, respectivamente. A vela de um barco é idêntica à do outro, de modo que o vento exerce a mesma força constante sobre cada barco. Os dois barcos partem do repouso e a distância entre a partida e a linha de chegada é igual a d. (a) Qual dos dois barcos chegará ao final da linha com a maior energia cinética? (b) Qual deles atravessa a linha de chegada com o maior momento linear? (c) Qual deles chegará primeiramente
Exemplo 3 (A4.P2-02)
(a) As variações de velocidade na figura são iguais em magnitude? Por que sim ou por que não?
(b) Determine as variações de velocidade dos carrinhos e verifique se \(m_1/m_2 = - \Delta v_2 / \Delta v_1\) nessa figura.
(c) Determine o momento inicial e final dos dois carros.
(d) Qual é o momento do sistema antes da colisão?
(e) Após a colisão?
(f) As variações de momento são iguais em magnitude e opostas em sentido? Por que sim ou por que não?
Exemplo 4 (A4.P2-03)
(a) Qual é a magnitude do impulso entregue ao carrinho 1 na figura?
(b) Escreva o impulso entregue ao carrinho 1 em forma de vetor.
(c) O fato de a variação no momento do carrinho 1 ser diferente de zero significa que o momento não é conservado?
Exemplo 5 (A4.P2-04)
Um próton (massa de 1 u) é lançado contra um núcleo-alvo com velocidade de \(2,50 \times 10^6\) m/s. O próton ricocheteia com sua velocidade reduzida em 25%, enquanto o núcleo-alvo adquire uma velocidade de \(3,12 \times 10^5\) m/s. Qual é a massa, em unidades de massa atômica, do núcleo-alvo?
Exemplo 6 (A4.P2-05)
Uma bala de massa m é atirada contra um bloco de massa M inicialmente em repouso na beira de uma mesa sem atrito de altura h. A bala permanece no bloco, e depois do impacto o bloco aterrissa a uma distância d da parte inferior da mesa. Determine a velocidade escalar inicial da bala.
Exemplo 7 (A4.P2-06)
A força \(F_x(t) = 10 \sin(2\pi t/4,0)\)é exercida durante o intervalo 0 ≤ t ≤ 2,0 s sobre uma partícula de 250 g. Se a partícula parte do repouso, quanto vale sua velocidade em t = 2,0 s?
Exemplo 8 (A4.P2-07)
Em um instante, um trenó de 17,5 kg está se movendo em uma superfície horizontal de neve a 3,50 m/s. Depois de passados 8,75 s, o trenó para. Utilize uma abordagem de momento para encontrar a força de atrito média sobre o trenó enquanto ele estava se movendo.
Exemplo 9 (A4.P2-08)
Uma partícula de massa m encontra-se em repouso em t = 0. Para t > 0, seu momento é dado por \(p(t) = 6t^2\), onde t está em s. Determine uma expressão para \(F(t)\), a força exercida sobre a partícula em função do tempo.
Exemplo 10 (A4.P2-10)
Uma bola de borracha de 0,20 kg é largada de uma altura de 2,0 m sobre um piso duro e salta para cima a uma altura de 1,50 m. A figura mostra o impulso recebido do piso. Qual é a força máxima que o piso exerce sobre a bola?
Exemplo 11 (A4.P2-11)
Testes experimentais mostraram que o osso será fraturado se estiver sujeito a uma densidade de força de \(1,03 \times 10^8 \) N/m^2. Suponha que uma pessoa de 70 kg esteja andando de patins e sem querer uma viga de metal atinja sua testa e pare completamente seu movimento para a frente. Se a área de contato com a testa do patinador for de 1,5 cm^2, qual é a maior velocidade com que ele pode atingir a parede sem quebrar algum osso se sua cabeça estiver em contato com a viga por 10,0 ms?
Exemplo 12 (A4.P2-12)
Uma bola de 0,060 g é atirada diretamente contra uma parede com uma rapidez de 10 m/s. Ela rebate de volta com uma rapidez de 8,0 m/s.
(a) Qual é o impulso exercido sobre a parede?
(b) Se a bola está em contato com a parede por 3,0 ms, qual é a força média exercida sobre a parede pela bola?
(c) A bola rebatida é pegada por uma jogadora que a leva ao repouso. No processo, sua mão se move 0,50 m para trás. Qual é o impulso recebido pela jogadora?
(d) Qual é a força média exercida sobre a jogadora pela bola?
Exemplo 13
Um vagonete ferroviário de 14000 kg está se dirigindo horizontalmente, a 4,0 m/s, para um pátio de manobras. Ao passar por um silo, 2000 kg de grãos caem subitamente dentro dele. Quanto tempo leva para o carro co-brir a distância de 500 m entre o silo e o pátio de manobras? Suponha que os grãos caíram na vertical e desconsidere o atrito e o arraste do ar. (Tipler. Exemplo 8.2)
Fonte: Tipler
Colisões em dimensões 2D e 3D
O espalhamento de Rutherford e o desenvolvimento do modelo do núcleo atômico.
Fonte: https://edisciplinas.usp.br
Fonte: https://phet.colorado.edu
Ernest Rutherford
(1871-1937)
Tevatron do laboratório Fermilab, próximo a Chicago, Illinois, EUA existe um detetor de partículas, o D-Zero
Fermilab
Tevatron
D-zero
Colisões em dimensões 2D e 3D
O Tevatron está configurado de uma forma que os prótons e antiprótons se movem no anel de colisão em sentidos opostos com, para todos os fins práticos, vetores momento exatamente opostos.
Os engenheiros fizeram colidir prótons e antiprótons com energias totais de 1,96 TeV ( \(=3,1 \times 10^{-7} \) J ).
Colisões em dimensões 2D e 3D
Em uma ma colisão desse tipo o rastros das partículas são geradas por computadores a partir do sinal registrado pelo detector D-Zero.
Fermilab
O vetor momento inicial do próton aponta direto para a página, e o do antipróton aponta direto para fora da página.
Colisões em dimensões 2D e 3D
Fermilab
O momento inicial total do sistema de prótons e antiprótons é zero.
Uma partícula que escapou sem ser detectada.
O momento final total do sistema não foi nulo (seta verde).
Os físicos do Fermilab conseguiram demonstrar que o momento perdido, no evento exibido, foi de uma partícula desconhecida – conhecida como quark top.
Colisões em dimensões 2D e 3D
O momento linear é uma grandeza vetorial.
Ao dizer que o momento linear do sistema é conservado, significa dizer que a direção, sentido e magntiude, antes, durante, após a colisão deve ser o mesmo.
Devemos olhar para as componentes dos momentos lineares.
Eixo x:
Eixo y:
Colisões em duas dimensões.
Colisões em duas dimensões.
As colisões em duas dimensões ocorrem de forma independente em cada eixo coordenado do plano.
Devido a conservação do momento linear é possível dizer qual o tipo de partícula e de onde ela veio ao observar os momentos lineares após a colisão. Ou mesmo sabendo para onde ela vai!
Colisões em duas dimensões.
Para colisões no plano ainda podemos aplicar o princípio da independência dos movimentos. Mesmo para o momento linear.
Eixo x:
Eixo y:
Na colisão mostrada:
Diferentemente das colisões em uma dimensão, não podemos determinar o resultado da colisão sem algumas informações adicionais sobre as velocidades iniciais, finais e os ângulos de espalhamento.
A energia cinética também pode auxiliar
Colisões em duas dimensões.
Colisões em uma dimensão são inteiramente descritas por duas equações:
Conservação do momento linear do sistema em um sistema isolado
Coeficiente de restituição (próxima aula).
Em uma dimensão, as colisões são frontais. Permanecem na mesma reta.
Fonte: https://youtu.be/gVM7wGmhmV8
Em duas dimensões, as colisões que não são frontais não permanecem na mesma reta.
Exemplo 14
Os discos 1 e 2 deslizam no gelo e colidem. A inércia do disco 2 é duas vezes a do disco 1. O disco 1 se move inicialmente a 1,8 m/s; o disco 2 se move inicialmente a 0,20 m/s em uma direção que faz um ângulo de 45° com a direção do disco 1. Após a colisão, o disco 1 se move a 0,80 m/s em uma direção que faz um ângulo de 60° com sua direção original. Qual é a velocidade e a direção do disco 2 após a colisão
A colisão é elástica?
Fonte: Mazur
Exemplo 15
Uma mola (k = 3800 N/m) é comprimida entre dois blocos: bloco 1 de inércia 1,40 kg e bloco 2 de inércia 2,00 kg. A combinação é mantida unida por um fio (não mostrado na Figura). A combinação desliza sem girar no gelo de baixa fricção a 2,90 m/s quando de repente a corda se quebra, permitindo que a mola se expanda e os blocos se separem. Posteriormente, o bloco de 2,00 kg é observado movendo-se a um ângulo de 34,0° em relação à sua linha inicial de movimento a uma velocidade de 3,50 m/s, enquanto o bloco menor se move a uma velocidade e ângulo desconhecidos. Nenhum dos blocos gira após a separação, e você pode ignorar as inércias da mola e da corda em relação às dos blocos. (a) Determine a velocidade do bloco 1 após a separação. (b) Determine a compressão original da mola, \(x-x_0\), a partir de seu comprimento relaxado. M10.63
Fonte: Mazur
Exemplo 16
O disco P (inércia 0,40 kg) move-se a uma velocidade desconhecida através de uma superfície horizontal de baixa fricção e colide com o disco Q (inércia 0,70 kg), que está inicialmente em repouso. Após a colisão, os dois discos (agora ligeiramente amassados) se separam sem girar. As informações de velocidade são fornecidas nos diagramas de vista superior inicial e final (Figura 10.64). (a) Qual foi a velocidade inicial do disco P? (b) Qual fração da energia cinética inicial é convertida durante a colisão? M10.64
Fonte: Mazur