Aula 17

Fundamentos de Mecânica

Prof. Ronai Lisbôa

UFRN - ECT - BCT

Objetivos

Definir a grandeza física impulso.

Enunciar o teorema do impulso-momento linear.

Aplicar o teorema do impulso-momento linear.

Bibliografia.

Tipler - Cap. 8

Seção: 8.3 (pag. 241 a 248)

- Refaça os exercícios resolvidos.

O momento linear em mais dimensões.

O mínimo obrigatório é estudar a referência e a lista de exercícios (veja SIGAA)

 

Para usar I.A. você deve saber ou ter ideia do que está fazendo. Se não é só informação fugaz.

A conservação do momento tem aplicações muito mais amplas. Governa tudo o que acontece no universo.

A conservação do momento linear é usada para resolver muitos problemas científicos e de engenharia:

  • do cálculo das forças de impacto durante colisões de veículos;
  • trajetórias dos satélites;
  • lançamento de foguetes;
  • capacidades de carga de membros artificiais.

Princípio fundamental da natureza

O momento linear é sempre conservado nos sistemas isolados em que a força resultante externa é nula.

A conservação do momento se aplica a átomos e partículas elementares na escala subatômica, as estrelas e galáxias na escala cósmica e a tudo o que está no meio.

Em muitas situações reais, o momento linear de um objeto em movimento está variando continuamente devido a sua interação com sua vizinhança, pois o sistema não é isolado ou melhor dizendo porque a resultante das forças externas não é nula.

Para predizer o movimento de um sistema nós devemos ser capazes de expressar matematicamente a relação entre interação sistema-vizinhança e a variação do momento linear.

O Princípio do Impulso faz uma conexão quantitativa entre a interação e variação do momento linear.

Para construir esse conceito vamos precisar rever o que é um contorno, vizinhança, sistema,  interação e impulso.

Princípio fundamental da natureza

Qualquer objeto ou grupo de objetos que possamos separar com um <contorno>, em nossa imaginação, do ambiente circundante ou <vizinhança> é um <sistema>.

Na colisão entre dois carros em um trilho de baixo atrito, os dois carros juntos são o sistema. O trilho é a vizinhança.

Se estamos interessados no movimento do carro 1, ele pode ser o sistema. O carro 2 e o trilho são vizinhança.

Depois de decidir incluir um determinado objeto no sistema, ele deve permanecer assim durante toda a análise.

vizinhança

sistema

contorno

sistema

contorno

vizinhança

O resultado físico independe dessa escolha, mas as escolhas adequadas podem simplificar o cálculo!

Sistema isolado x não isolado

Qual a variação do momento linear do ciclista (sistema)?

\Delta p_c = -700\text{ kg.m/s}
\Delta p_c = -875\text{ kg.m/s}

O momento linear do ciclista variou.

O que provocou a variação do momento linear do ciclista?

Pedalando a  \(v\) = 45 km/h. Então, colide no muro e tem a rapidez reduzida para \(v\)  = 0.

m=70\text{ kg}
\vec v

Pedalando a  \(v\) = 36 km/h. Então, colide no muro e tem a rapidez reduzida para \(v\)  = 0.

m=70\text{ kg}
\vec v

Sistema não isolado

\Delta p = -700\text{ kg.m/s}

A variação do momento linear do ciclista é o mesmo colidindo no colchão ou no muro.

Pedalando a  \(v\) = 36 km/h.  Então, colide no muro e tem a rapidez reduzida para \(v\)  = 0.

m=70\text{ kg}
\vec v

Qual a variação do momento linear do ciclista (sistema)?

Sistema não isolado

Por que seria preferível colidir no colchão?

\Delta p = -700\text{ kg.m/s}

colchão

Pedalando a  \(v\) = 36 km/h. Então, colide no colchão e tem a rapidez reduzida para \(v\)  = 0.

m=70\text{ kg}
\vec v

O momento linear é uma propriedade intrínseca dos objetos (do ciclista).

\Delta p = -700\text{ kg.m/s}

Ao colidir no colchão o tempo de ineração deve ser maior.

A variação do momento linear é a mesma.

m=70\text{ kg}
m=70\text{ kg}
\vec v
\vec v
v=36\text{ km/h}
v=36\text{ km/h}

A variação do momento linear ocorre a uma taxa mais lenta.

Para uma mesma variação do momento linear quanto maior o tempo da interação, menor será força do impacto.

colchão

Para uma mesma massa inercial e velocidade tanto faz colidir no muro ou no colchão.

Sistema não isolado

O que determina a magnitude da força do impacto não é o valor absoluto da variação do momento linear, mas a taxa na qual essa variação acontece.

F_{ext} = \frac{\Delta p_o}{\Delta t}
F_{ext} = \frac{\Delta p_o}{\Delta t}
= \frac{-700\text{ kg.m/s}}{5\text{ s}}
= -140 \frac{\text{ kg.m}}{{\text{s}^2}}
F_{ext} = \frac{\Delta p_o}{\Delta t}
= \frac{-700\text{ kg.m/s}}{10\text{ s}}
= -70 \frac{\text{ kg.m}}{{\text{s}^2}}

A força resultante externa exercida no ciclista é a taxa de variação no tempo do momento linear do ciclista.

Força do impacto

Variação do momento do objeto

Variação do tempo da interação = Taxa

\Delta p = -700\text{ kg.m/s}
\Delta t = 5\text{ s}
\Delta t = 10\text{ s}
\Delta p = -700\text{ kg.m/s}

colchão

\vec F_{ext}
\Delta \vec p
\vec F_{ext}
\Delta \vec p

Impulso

Considerando o ciclista como o sistema e o muro como a vizinhança percebemos que a força que o muro exerce no ciclista varia o momento linear do ciclista.

F_{ext} = \frac{\Delta p_o}{\Delta t}

Taxa de variação do momento linear e força resultante

\Delta p_o = F_{ext} \Delta t
\Rightarrow
\Delta p_o =0
p_{o,f} = p_{o,i}
\Delta p_o =F_{ext}\Delta t
p_{o,f} = p_{o,i} +F_{ext}\Delta t

Sem interação

Com interação

Impulso

Vamos definir a lei do impulso, \(\vec I\):

\Delta \vec p = \vec I
\vec p_f = \vec p_i+ \vec I

obemos a  equação do impulso:

\vec I = \vec F_R\Delta t

No Sistema internacional a unidade do impulso (ou variação do momento linear) é redefinida para:

O impulso entregue a um objeto durante um intervalo de tempo Δt - é igual ao produto da soma vetorial das forças exercidas sobre o objeto e a duração do intervalo de tempo.

\Rightarrow
1\text{N.s}\equiv 1\frac{\text{kg.m}}{\text{s}}

A partir da relação entre variação do momento linear, força externa resultante e intevalo de tempo.

\Delta \vec p =\vec F_R\Delta t
\vec p_f = \vec p_i +\vec F_R\Delta t
\Rightarrow

como a variação no momento de um sistema ou objeto como o impulso entregue a ele.

Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear

Para um sistema isolado em que as força resultante externa é nula, a conservação do momento linear significa:

\Delta \vec p_s = \vec 0
\Rightarrow \vec p_{s,f} = \vec p_{s,i}

O impulso pode aumentar (entrada: \(I>0\)) ou diminuir (saída: \(I<0\)) a magnitude do momento do linear sistema. Para um sistema isolado, o impulso é zero (\(I=0\)).

Como o momento linear é um vetor, o impulso também é um vetor e tem unidade de N.s

Para um sistema não isolado em que a força resultante externa não é nula, temos:

\Delta \vec p_s = \vec I

onde  \(\vec I\)  é o impulso e significa uma transferência de momento da vizinhança para o sistema.

\Rightarrow \vec p_{s,f} = \vec p_{s,i} + \vec I
\vec I = \vec F_R\Delta t

Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear

A variação de momento do carrinho 1 é compensada por uma variação no momento do carrinho 2. Vejamos a interação do sistema isolado dos carros com mola.

\Delta p_{1,c/m}=+0,096\text{ kg.m/s}
F_{\text{por 2 em 1}} = \frac{\Delta p_{1,c/m}}{\Delta t}
=\frac{+0,096\text{ kg.m/s}}{0,010\text{ s}}=+9,6\text{ N}
\Delta p_{2,c/m}=-0,096\text{ kg.m/s}
F_{\text{por 1 em 2}} = \frac{\Delta p_{2,c/m}}{\Delta t}
=\frac{-0,096\text{ kg.m/s}}{0,010\text{ s}}=-9,6\text{ N}

carro 1

carro 2

Sistema Isolado dos carros com mola

\Delta p_{1,c/m}+\Delta p_{2,c/m} = 0
(F_{21}+F_{12})\Delta t=0
F_{21}=-F_{12}
\Rightarrow
\Rightarrow
\Delta t = 10\text{ ms}
I
\vec F_{21}
\vec F_{12}

Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear

Em ambas as colisões a variação de momento do carrinho 1 é compensada por uma variação no momento do carrinho 2. Vejamos a interação do sistema de carros sem mola.

\Delta p_{1,s/m}=+0,096\text{ kg.m/s}
F_{\text{por 2 em 1}} = \frac{\Delta p_{1,s/m}}{\Delta t}
=\frac{+0,096\text{ kg.m/s}}{0,001\text{ s}}=+96\text{ N}
\Delta p_{2,s/m}=-0,096\text{ kg.m/s}
F_{\text{por 1 em 2}} = \frac{\Delta p_{2,s/m}}{\Delta t}
=\frac{-0,096\text{ kg.m/s}}{0,001\text{ s}}=-96\text{ N}

carro 1

carro 2

Sistema Isolado dos carros sem mola

\Delta t = 1\text{ ms}
\Delta p_{1,s/m}+\Delta p_{2,s/m} = 0
(F_{21}+F_{12})\Delta t=0
F_{21}=-F_{12}
\Rightarrow
\Rightarrow
I
\vec F_{21}
\vec F_{12}

Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear

O movimento de dois carrinhos (sistema) que colidem em um trilho (vizinhança) de baixo atrito.

Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear

Há aceleração/desaceleração somente no momento do impacto.

Essas forças são internas e variam o momento linear de cada carrinho.

Mas as forças internas não alteram o momento linear do sistema.

A soma dos impulsos nesse caso é nula.

O movimento de dois carrinhos (sistema) que colidem em um trilho (vizinhança) de baixo atrito.

As velocidades não são constantes durante a colisão.

As acelerações não são nulas durante a colisão.

\vec v_1
\vec v_2

sistema

vizinhança

contorno

Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear

a=\frac{\Delta v}{\Delta t}

Forças impulsivas são forças que atuam por um dado instante de tempo:

d \vec p =\vec F_{R} d t

Fonte: Tipler & Mosca

\int_{p_1}^{p_2} d\vec p =\int_{t_1}^{t_2} \vec F_{R}(t)\,dt

Se a força não é nula, então a variação do momento linear num intervalo de tempo \([t_1,t_2]\) é

\vec I = \Delta \vec p =\int \vec F_R(t)\,dt

Define-se como impulso da força resultante aplicada durante um intervalo de tempo,  o vetor:

A unidade do impulso é o N.s.

Devido a definição, o impulso é numericamente igual à área sob a curva no gráfico de F x t.

Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear

Uma força impulsiva é tal que,

\vec F \approx \vec 0 \quad \text{se}\quad t \notin[t_i,t_f]

Fonte: Tipler & Mosca

\vec F \approx \vec F_{med} \quad \text{se}\quad t \notin[t_i,t_f]

A força média impulsiva é:

\vec F_{med}=\frac{\vec I}{\Delta t}=\frac{\Delta \vec p}{\Delta t}

Devido a definição, o impulso pode ser calculado aproximadamente por:

\vec I = \vec F_{med}\Delta t

onde a força média está a meia altura da força impulsiva.

\vec I =\frac{ \vec F_{max}}{2}\Delta t
F_{max}
F_{med}

Princípio do impulso: Teorema impulso-momento linear

O papel do air-bag é vital.  Na colisão a variação do momento linear é o mesmo. Os carros partem com a mesmo momento inicial \(p_i\neq 0\) e finalizam com \(p_f = 0\).

Quanto maior a elasticidade dos materiais do carro maiores as chances da manutenção da vida.

Para uma mesma variação do momento linear, quanto maior o tempo da interação menor será a força do impacto. Isso salva vidas!

\vec F_{ext}=\frac{\Delta \vec p_o}{\Delta t}
\vec F_{ext}\Delta t={\Delta \vec p_o}
\vec I={\Delta \vec p_o}

Aplicando os conceitos

Os engenheiros avaliam a segurança dos carros a partir de vídeo-análise do movimento do carro e do motorista

O carro apresenta uma aceleração máxima de 200 m/s\(^2\). O impulso:

O motorista com airbag tem uma aceleração máxima de 280 m/s\(^2\). O impulso I = 1680 N.S.

O motorista sem airbag tem uma aceleração máxima de 400 m/s\(^2\). O impulso I = 1820 N.S.

FONTE: Revista Brasileira de Ensino de F ́ısica, v. 36, n. 1, 1501 (2014)

m_{carro} = 1250\text{kg}
m_{motorista} = 70\text{kg}
\Delta t = 0,16\text{ s}
\Delta t = 0,13\text{ s}
\Delta t = 0,16\text{ s}
I=F_m\Delta t
I=\frac{F_{max}}{2}\Delta t
I=\frac{(1250\text{ kg})(200\text{m/s}^2)}{2}0,16\text{s}=20000\text{ N.s}

Depois da colisão a cabeça do motorista sem airbag volta para trás (descalara) o que é um segundo risco.

Aplicando os conceitos

Profissionais que trabalham com atletas de alto desempenham trabalham com video-análise para melhorar o rendimento dos atletas.

I=F_{med}{\Delta t}
I=\frac{F_{max}}{2}{\Delta t}

Aplicando os conceitos

Para ensinar um robô a andar é necessário entender como andamos.

I=\frac{F_{med}}{\Delta t}

Aplicando os conceitos

Exemplo 1 (A9.P1-01)

Suponha que você tenha de escolher entre agarrar uma bola 1 de 0,50 kg que se desloca a 4,0 m/s ou uma bola 2 de 0,10 kg que se desloca a 20 m/s.

 

Qual das duas bolas seria mais fácil de agarrar?

Exemplo 2 (A9.P1-02)

Dois barcos que deslizam no gelo, apostam corrida sobre um lago horizontal sem atrito. Os barcos possuem massas m e 2m, respectivamente. A vela de um barco é idêntica à do outro, de modo que o vento exerce a mesma força constante sobre cada barco. Os dois barcos partem do repouso e a distância entre a partida e a linha de chegada é igual a d. (a) Qual dos dois barcos chegará ao final da linha com a maior energia cinética? (b) Qual deles atravessa a linha de chegada com o maior momento linear? (c) Qual deles chegará primeiramente

Exemplo 3 (A4.P2-02)

(a) As variações de velocidade na figura são iguais em magnitude? Por que sim ou por que não?

(b) Determine as variações de velocidade dos carrinhos e verifique se \(m_1/m_2 = - \Delta v_2 / \Delta v_1\) nessa figura.

(c) Determine o momento inicial e final dos dois carros.

(d) Qual é o momento do sistema antes da colisão?

(e) Após a colisão? 

(f) As variações de momento são iguais em magnitude e opostas em sentido? Por que sim ou por que não?

Exemplo 4 (A4.P2-03)

(a) Qual é a magnitude do impulso entregue ao carrinho 1 na figura?

(b) Escreva o impulso entregue ao carrinho 1 em forma de vetor.

(c) O fato de a variação no momento do carrinho 1 ser diferente de zero significa que o momento não é conservado?

Exemplo 5 (A4.P2-04)

Um próton (massa de 1 u) é lançado contra um núcleo-alvo com velocidade de  \(2,50 \times 10^6\) m/s. O próton ricocheteia com sua velocidade reduzida em 25%, enquanto o núcleo-alvo adquire uma velocidade de \(3,12 \times 10^5\)  m/s. Qual é a massa, em unidades de massa atômica, do núcleo-alvo?

Exemplo 6 (A4.P2-05)

Uma bala de massa m é atirada contra um bloco de massa M inicialmente em repouso na beira de uma mesa sem atrito de altura h. A bala permanece no blo­co, e depois do impacto o bloco aterrissa a uma distância d da parte inferior da mesa. Determine a velocidade escalar inicial da bala.

Exemplo 7 (A4.P2-06)

A força \(F_x(t) = 10 \sin(2\pi t/4,0)\)é exercida durante o intervalo 0 ≤ t ≤ 2,0 s sobre uma partícula de 250 g. Se a partícula parte do repouso, quanto vale sua velocidade em t = 2,0 s?

Exemplo 8 (A4.P2-07)

Em um instante, um trenó de 17,5 kg está se movendo em uma superfície horizontal de neve a 3,50 m/s. Depois de pas­sados 8,75 s, o trenó para. Utilize uma abordagem de mo­mento para encontrar a força de atrito média sobre o trenó enquanto ele estava se movendo. 

Exemplo 9 (A4.P2-08)

Uma partícula de massa m encontra-se em repouso em t = 0.  Para t > 0, seu momento é dado por \(p(t) = 6t^2\), onde t está em s. Determine uma expressão para \(F(t)\), a força exercida sobre a partícula em função do tempo.

Exemplo 10 (A4.P2-10)

Uma bola de borracha de 0,20 kg é largada de uma altura de 2,0 m sobre um piso duro e salta para cima a uma altura de 1,50 m. A figura mostra o impulso recebido do piso. Qual é a força máxima que o piso exerce sobre a bola?

Exemplo 11 (A4.P2-11)

Testes experimentais mostraram  que o osso será fraturado se estiver sujeito a uma densidade de força de \(1,03 \times 10^8 \) N/m^2. Suponha que uma pessoa de 70 kg esteja andando de patins e sem querer uma viga de metal atinja sua testa e pare completamente seu movimento para a  frente. Se a área de contato com a testa do patinador for de  1,5 cm^2, qual é a maior velocidade com que ele pode atingir  a parede sem quebrar algum osso se sua cabeça estiver em contato com a viga por 10,0 ms?

Exemplo 12 (A4.P2-12)

Uma bola de 0,060 g é atirada diretamente contra uma parede com uma rapidez de 10 m/s. Ela rebate de volta com uma rapidez de 8,0 m/s.

(a) Qual é o impulso exercido sobre a parede?

(b) Se a bola está em contato com a parede por 3,0 ms, qual é a força média exercida sobre a parede pela bola?

(c) A bola rebatida é pegada por uma jogadora que a leva ao repouso. No processo, sua mão se move 0,50 m para trás. Qual é o impulso recebido pela jogadora?

(d) Qual é a força média exercida sobre a jogadora pela bola?

Exemplo 13

Um vagonete ferroviário de 14000 kg está se dirigindo horizontalmente, a 4,0 m/s, para um pátio de manobras. Ao passar por um silo, 2000 kg de grãos caem subitamente dentro dele. Quanto tempo leva para o carro co-brir a distância de 500 m entre o silo e o pátio de manobras? Suponha que os grãos caíram na vertical e desconsidere o atrito e o arraste do ar. (Tipler. Exemplo 8.2)

Fonte: Tipler

Não ministrado

Colisões em dimensões 2D e 3D

O espalhamento de Rutherford e o desenvolvimento do modelo do núcleo atômico.

Ernest Rutherford

(1871-1937)

Tevatron do laboratório Fermilab, próximo a Chicago, Illinois, EUA existe um detetor de partículas, o D-Zero

Fermilab

Tevatron

D-zero

Colisões em dimensões 2D e 3D

O Tevatron está configurado de uma forma que os prótons e antiprótons se movem no anel de colisão em sentidos opostos com, para todos os fins práticos, vetores momento exatamente opostos.

Os engenheiros fizeram colidir prótons e antiprótons com energias totais de 1,96 TeV ( \(=3,1 \times 10^{-7} \) J ).

Colisões em dimensões 2D e 3D

Em uma ma colisão desse tipo o rastros das partículas são geradas por computadores a partir do sinal registrado pelo detector D-Zero.

Fermilab

O vetor momento inicial do próton aponta direto para a página, e o do antipróton aponta direto para fora da página.

Colisões em dimensões 2D e 3D

Fermilab

O momento inicial total do sistema de prótons e antiprótons é zero.

Uma partícula que escapou sem ser detectada.  

O momento final total do sistema não foi nulo (seta verde).

Os físicos do Fermilab conseguiram demonstrar que o momento perdido, no evento exibido, foi de uma partícula desconhecida – conhecida como quark top.

Colisões em dimensões 2D e 3D

O momento linear é uma grandeza vetorial.

Ao dizer que o momento linear do sistema é conservado, significa dizer que a direção, sentido e magntiude, antes, durante, após a colisão deve ser o mesmo.

Devemos olhar para as componentes dos momentos lineares.

P_{sis,x,i}=(p_{1x}+p_{2x})_i
P_{sis,y,i}=(p_{1y}+p_{2y})_i
P_{sis,x,f}=(p_{1x}+p_{2x})_f
P_{sis,y,f}=(p_{1y}+p_{2y})_f

Eixo x:

Eixo y:

Colisões em duas dimensões.

Colisões em duas dimensões.

As colisões em duas dimensões ocorrem de forma independente em cada eixo coordenado do plano.

\Delta \vec p_s = 0
\vec p_{s,f} = \vec p_{s,i}
(\vec p_1 +\vec p_2)_f = (\vec p_1 +\vec p_2)_i
\theta_1
\theta_2
\theta_3
\theta_4
\Rightarrow
x
y
\vec p_{1,i}
\vec p_{2,i}
\vec p_{1,f}
\Delta \vec p_1 = -\Delta \vec p_2
\vec p_{1,i}
\vec p_{1,f}
\vec p_{2,f}
\vec p_{2,i}
\vec p_{2,f}
\Delta \vec p_2
\Delta \vec p_1

Devido a conservação do momento linear é possível dizer qual o tipo de partícula e de onde ela veio ao observar os momentos lineares após a colisão. Ou mesmo sabendo para onde ela vai!

Colisões em duas dimensões.

Para colisões no plano ainda podemos aplicar o princípio da independência dos movimentos. Mesmo para o momento linear.

\Delta \vec p = 0
\Delta p_x = \Delta p_{1x} + \Delta p_{2x}= m_1(v_{1x,f}-v_{1x,i})+m_2(v_{2x,f}-v_{2x,i})=0
\Delta p_y = \Delta p_{1y} + \Delta p_{2y}= m_1(v_{1y,f}-v_{1y,i})+m_2(v_{2y,f}-v_{2y,i})=0

Eixo x:

Eixo y:

Na colisão mostrada:

v_{2x,i}=0
v_{2x,f}=+v_{2,f}\text{cos}\theta_2
v_{2y,f}=+v_{2,f}\text{sen}\theta_2
v_{1x,f}=+v_{1,f}\text{cos}\theta_1
v_{1y,f}=-v_{1,f}\text{sen}\theta_1

Diferentemente das colisões em uma dimensão, não podemos determinar o resultado da colisão sem algumas informações adicionais sobre as velocidades iniciais, finais e os ângulos de espalhamento.

A energia cinética também pode auxiliar

\Delta K_{sis,i}=\Delta K_{sis,f}

Colisões em duas dimensões.

Colisões em uma dimensão são inteiramente descritas por duas equações:

\Delta \vec p = 0
e = \frac{v_{12,f}}{v_{12,i}}

Conservação do momento linear do sistema em um sistema isolado

Coeficiente de restituição (próxima aula).

Em uma dimensão, as colisões são frontais. Permanecem na mesma reta.

Em duas dimensões, as colisões que não são frontais não permanecem na mesma reta.

Exemplo 14

Os discos 1 e 2 deslizam no gelo e colidem. A inércia do disco 2 é duas vezes a do disco 1. O disco 1 se move inicialmente a 1,8 m/s; o disco 2 se move inicialmente a 0,20 m/s em uma direção que faz um ângulo de 45° com a direção do disco 1. Após a colisão, o disco 1 se move a 0,80 m/s em uma direção que faz um ângulo de 60° com sua direção original. Qual é a velocidade e a direção do disco 2 após a colisão

A colisão é elástica?

Fonte: Mazur

Exemplo 15

Uma mola (k = 3800 N/m) é comprimida entre dois blocos: bloco 1 de inércia 1,40 kg e bloco 2 de inércia 2,00 kg. A combinação é mantida unida por um fio (não mostrado na Figura). A combinação desliza sem girar no gelo de baixa fricção a 2,90 m/s quando de repente a corda se quebra, permitindo que a mola se expanda e os blocos se separem. Posteriormente, o bloco de 2,00 kg é observado movendo-se a um ângulo de 34,0° em relação à sua linha inicial de movimento a uma velocidade de 3,50 m/s, enquanto o bloco menor se move a uma velocidade e ângulo desconhecidos. Nenhum dos blocos gira após a separação, e você pode ignorar as inércias da mola e da corda em relação às dos blocos. (a) Determine a velocidade do bloco 1 após a separação. (b) Determine a compressão original da mola, \(x-x_0\), a partir de seu comprimento relaxado. M10.63

Fonte: Mazur

Exemplo 16

O disco P (inércia 0,40 kg) move-se a uma velocidade desconhecida através de uma superfície horizontal de baixa fricção e colide com o disco Q (inércia 0,70 kg), que está inicialmente em repouso. Após a colisão, os dois discos (agora ligeiramente amassados) se separam sem girar. As informações de velocidade são fornecidas nos diagramas de vista superior inicial e final (Figura 10.64). (a) Qual foi a velocidade inicial do disco P? (b) Qual fração da energia cinética inicial é convertida durante a colisão? M10.64

Fonte: Mazur

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