É reconhecida sua origem na Grécia, quando havia a prática de lançar grandes pedras em uma pedra alvo menor, mas somente na década de 70 esteesporte foi resgatado pelos países nórdicos com o fim de adaptá-lo para pessoas com deficiência.
O jogo de bocha tornou-se um Esporte Paralímpico em 1984 e já está sendo praticado em mais de cinqüenta países em todo o mundo. Tem como principal característica, oportunizar a prática por pessoas que apresentam grau severo de comprometimento motor e/ou múltiplo. No Brasil a modalidade é organizada pela ANDE – Associação Nacional de Desporto para Deficientes, e internacionalmente, pela CP-ISRA – Cerebral Palsy – International Sports and Recreation Assoociation1, que foi fundada em 1978.
A Bocha Paralímpica é dividida em 4 classes, de acordo com o grau da deficiência:
Classe BC 1 – Destinada apenas para atletas com paralisia cerebral, que podem jogar com as mãos ou com os pés. Podem ter um auxiliar para entregar a bola. É permitido um auxiliar.
Classes BC2 e BC4 – Para os atletas BC2 e BC4, não é permitido nenhum tipo de ajuda externa. O que ocorre com freqüência é a adaptação de um suporte ou cesto para as bolas, fixos ou não na cadeira de rodas, de modo que facilite ao atleta no momento de pegar as bolas para arremessar. Isso é muito utilizado em atletas da classe BC4 com lesão medular e com grande comprometimento nos membros superiores.
A principal diferença entre atletas das classes BC2 e BC4, é que na classe BC2 o atleta apresenta quadro de paralisia cerebral e na classe BC4 o atleta apresenta qualquer outro quadro de origem não cerebral (distrofia muscular progressiva; esclerose múltipla; Ataxia de Friedrich; lesão medular com tetraplegia), mas com o grau de comprometimento similar ao da classe BC2.
Classe BC3 – É o atleta de bocha que apresenta maior grau de comprometimento motor. São elegíveis para esta categoria atletas com paralisia cerebral e de condições similares, com origem não cerebral. O jogador é assistido por uma pessoa que tem como função direcionar a calha (dispositivo auxiliar), pela qual a bola será lançada, seguindo rigorosamente as indicações do jogador (de acordo com a direção que o atleta indicar).
Nos Jogos Paralímpicos de Londres, a equipe Brasileira esteve representada por sete atletas:
Classe BC1: José Carlos Chagas de Oliveira
Classe BC2: Maciel Santos; Natali Farias e Luisa Lisboa
Classe BC3: Daniele Martins
Classe BC4: Dirceu José Pinto e Eliseu dos Santos