MODULADORES FARMACOLÓGICOS DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC)

Avanços na Terapia e Impacto Clínico

Introdução e Definição da ICC

 

  • Avanços na Farmacoterapia:
    • Mudou o paradigma de tratamento: de paliação de sintomas para modificação da progressão da doença e prolongamento da sobrevida.
  • Definição da ICC:

    "Estado fisiopatológico em que o coração é incapaz de bombear sangue a uma taxa satisfatória às necessidades dos tecidos metabolizadores, ou pode fazê-lo apenas a partir de uma pressão de enchimento elevada." (Braunwald e Bristow, 2000) "Complexo de sintomas — fadiga, dispneia e congestão — relacionados com a perfusão inadequada dos tecidos durante esforço e muitas vezes com retenção hídrica. Sua causa primária é a incapacidade do coração de encher ou esvaziar o ventrículo esquerdo de forma adequada." (Cohn, 1996)

Fisiopatologia da ICC

  • Início e Progressão: Disfunção sistólica do VE → ativação do sistema nervoso simpático e eixo renina-angiotensina-aldosterona (SRAA).
  • Mecanismos Compensatórios Agudos:
    • Aumento da pré-carga do VE.
    • Estímulo da contratilidade miocárdica.
    • Aumento do tônus arterial.
    • Redistribuição do débito cardíaco para órgãos vitais.
  • Efeitos Deleétrios a Longo Prazo:
    • Expansão do volume intravascular: Aumenta estresse na parede do VE, hipertrofia patológica.
    • Vasoconstrição periférica: Aumenta pós-carga do VE e demanda de O2 miocárdico.
    • Efetores neuro-humorais (NE, AngII): Associados à apoptose do miócito, expressão gênica anormal e rigidez do VE.
  • Terminologia: ICC descreve via final comum de disfunção miocárdica (sistólica e/ou diastólica).

Tratamento Farmacológico: Visão Geral

  • Objetivos Iniciais: Diuréticos para controlar sobrecarga de volume e piora da função VE.
  • Foco Contemporâneo: Alvo nos mecanismos neuro-humorais e remodelagem cardíaca.
  • Locais de Ação (Figura 28-2):
    • Redução da pré-carga: Diuréticos, vasodilatadores.
    • Redução da pós-carga: Vasodilatadores, Inibidores da ECA, BRA.
    • Aumento da inotropia: Agentes inotrópicos, glicosídeos cardíacos.
  • Alvos Terapêuticos: Estresse na parede ventricular, SRAA, sistema nervoso simpático.
  • Benefício: Reduzem remodelagem patológica, atenuam progressão da doença, melhoram sobrevida.

Diuréticos - Papel e Mecanismo de Ação

  • Papel Central: Controlar sintomas congestivos e reduzir volume hídrico extracelular e pressão de enchimento ventricular (pré-carga).
  • Mecanismo:
    • Reduzem a sobrecarga de volume, melhorando a função do VE sem reduzir o débito cardíaco (na fase de "platô" da curva de Frank-Starling).
    • A diurese excessiva pode levar à hiperativação neuro-hormonal.
  • Restrição de Sódio: Aconselhada para todos os pacientes com disfunção VE (2-3 g/dia).
  • Tipos de Diuréticos:
    • De Alça: Furosemida, bumetanida, torsemida. Inibem o simportador Na+-K+-2Cl- no ramo ascendente da alça de Henle. Aumentam secreção de K+.
    • Tiazídicos: Monoterapia limitada, mas eficaz em combinação com diuréticos de alça. Atuam no cotransportador Na+Cl- no túbulo contorcido distal.
    • Poupadores de K+: Inibem canais de Na+ (amilorida, triamtereno) ou antagonizam mineralocorticoides (espironolactona, eplerenona). Fracos diuréticos, mas importantes para controle de K+.

Diuréticos - Prática Clínica e Resistência

  • Uso Crônico: Maioria dos pacientes com ICC necessita de diuréticos de alça para euvolemia.
  • Ajuste de Dose: Iniciar com baixa dose e titular até diurese adequada. Monitorar eletrólitos e função renal.
  • Paciente Descompensado: Bolos IV repetitivos ou infusão contínua para diurese imediata.
    • Infusão contínua (ex: furosemida 40mg bolo + 10mg/h) melhora natriurese e reduz ototoxicidade.
  • Resistência aos Diuréticos:
    • Aumento compensatório da reabsorção tubular de Na+.
    • Redução da perfusão renal (estenose da artéria renal, débito cardíaco baixo).
    • Edema intestinal, redução do fluxo esplâncnico (prejudica absorção oral).
    • AINES (anti-inflamatórios não esteroides).
    • Baixa adesão ao tratamento.
  • Consequências Metabólicas: Hiponatremia, hipopotassemia, alcalose metabólica hipoclorêmica.
  • Antagonistas do Receptor de A1-Adenosina: Potencial estratégia protetora renal, mas sem fármacos comercializados nos EUA atualmente.

Antagonistas da Aldosterona

  • Fisiopatologia: Disfunção sistólica do VE → hiperativação do SRAA → aumento da aldosterona (até 20x o normal).
  • Efeitos Fisiopatológicos da Hiperaldosteronemia (Quadro 28-2):
    • Retenção de Na+ e água.
    • Perda de K+ e Mg2+ (arritmogênese, morte súbita).
    • Fibrose miocárdica, proliferação de fibroblastos.
    • Remodelagem e disfunção ventricular.
  • Resultados Clínicos (Estudo RALES):
    • Espironolactona (25 mg/dia) reduziu em 30% a mortalidade e hospitalizações por ICC em pacientes com baixa fração de ejeção do VE.
    • Efeitos adversos: Ginecomastia (10%), hiperpotassemia grave (2%).
  • Importância: Usados em combinação com inibidores da ECA, pois níveis elevados de aldosterona podem persistir.
  • Atenção: Risco aumentado de hiperpotassemia em pacientes com insuficiência renal.

Vasodilatadores

  • Princípio: Redução da pós-carga e melhora dos sintomas.
  • Aumento da Sobrevida: Apenas com a combinação hidralazina-dinitrato de isossorbida, inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores AT1.
  • Nitrovasodilatadores:
    • Doadores de óxido nítrico (NO) → ativam guanilato ciclase → vasodilatação.
    • Nitratos Orgânicos (ex: nitroglicerina, dinitrato de isossorbida):
      • Reduzem pressão de enchimento do VE (aumento da capacitância venosa).
      • Reduzem resistência vascular pulmonar e sistêmica (doses mais altas).
      • Melhoram capacidade de exercício e sintomas.
      • Tolerância: Limita uso a longo prazo. Pode ser minimizada com intervalos sem nitrato ou co-tratamento com hidralazina.
    • Nitroprussiato de Sódio:
      • Doador direto de NO, potente vasodilatador.
      • Reduz pressão de enchimento ventricular e resistência vascular sistêmica.
      • Início de ação rápido, fácil titulação.
      • Uso em ICC grave com resistência vascular sistêmica elevada.
      • Efeitos adversos: Hipotensão, toxicidade por cianeto/tiocianato (rara).

Vasodilatadores - Hidralazina

  • Mecanismo: Vasodilatador direto, ainda não totalmente compreendido.
  • Efeitos:
    • Reduz pós-carga ventricular direita e esquerda (reduzindo resistência vascular pulmonar e sistêmica).
    • Aumenta volume sistólico anterógrado e reduz estresse na parede ventricular.
    • Pode ter atividade inotrópica positiva moderada.
    • Aumenta fluxo sanguíneo renal.
  • Indicação: Pacientes com ICC e disfunção renal intolerantes a inibidores da ECA.
  • Combinação (Hidralazina + Dinitrato de Isossorbida):
    • Demonstrou reduzir a mortalidade por ICC em pacientes com disfunção sistólica (V-HeFT I).
    • Efeito antioxidante da hidralazina pode diminuir a tolerância ao nitrato.
    • Benefício significativo em pacientes afro-americanos.
  • Considerações:
    • Inibidores da ECA são geralmente superiores na redução da mortalidade.
    • Efeitos colaterais (semelhantes ao lúpus, mas raros) e frequência de dose (3-4x/dia) podem dificultar adesão.

Modulação Neuro-Humoral: Eixo Renina-Angiotensina-Aldosterona

  • Angiotensina II (AngII):
    • Potente vasoconstritor arterial, mediador de retenção de Na+ e água.
    • Modula liberação de catecolaminas, arritmogênica, promove hiperplasia vascular e hipertrofia miocárdica, induz morte de miócitos.
    • Redução dos efeitos da AngII é a base do tratamento da ICC.
  • Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA):
    • Suprimem produção de AngII (e aldosterona), reduzem atividade simpática, potencializam diuréticos.
    • Eficácia clínica persistente mesmo com "escape" de AngII (produção por outras enzimas).
    • Reduzem degradação de bradicinina (vasodilatador).
    • São vasodilatadores preferenciais, aumentando volume sistólico e débito cardíaco.
    • Benefícios: Prolongam sobrevida em ICC, evitam remodelagem ventricular adversa pós-infarto.
    • Efeitos Colaterais: Angioedema (grave, raro), tosse seca (comum), hiperpotassemia, disfunção renal.

Modulação Neuro-Humoral: Bloqueadores do Receptor AT1 (BRA)

  • Mecanismo: Bloqueiam de forma mais eficiente os efeitos deletérios da AngII no receptor AT1.
  • Vantagens:
    • Não influenciam o metabolismo da bradicinina → menor probabilidade de angioedema e tosse.
    • Perfil de efeito colateral favorável, tornando-os excelente alternativa para pacientes intolerantes a inibidores da ECA.
  • Eficácia: Semelhante à terapia com inibidores da ECA na mortalidade em ICC aguda ou crônica pós-IAM.
  • Terapia Combinada (IECA + BRA):
    • Estudos preliminares mostraram benefícios hemodinâmicos e na remodelagem, mas sem aumento de benefício na mortalidade em estudos maiores.
    • Aumenta risco de hiperpotassemia, hipotensão e descontinuação do tratamento.
  • Terapia Combinada (BRA + Antagonista da Aldosterona): Melhora fração de ejeção, qualidade de vida e remodelagem do VE, mas também aumenta risco de hiperpotassemia e hipotensão.

Modulação Neuro-Humoral: Inibidores Diretos da Renina

  • Racional: Inibição máxima da ECA pode não ser suficiente devido a vias independentes de ECA e "escape" de AngII.
  • Alisquireno:
    • Primeiro inibidor direto de renina oral aprovado pelo FDA.
    • Diminui atividade da renina plasmática e níveis de AngI e AngII.
    • Reduz pressão arterial sistêmica sem taquicardia reflexa.
    • Efeitos benéficos na remodelagem miocárdica (diminuição da massa do VE).
  • ALOFT Study: Terapia adjuvante com alisquireno não aumentou hipotensão ou hiperpotassemia, e diminuiu os níveis plasmáticos de N-terminal-proBNP.
  • Limitação: Não há estudos clínicos randomizados controlados com potência suficiente para analisar a eficácia na ICC.

Modulação Neuro-Humoral: Antagonistas dos Receptores da Vasopressina

  • Fisiopatologia: Desregulação neuro-humoral na ICC inclui secreção anormal de arginina vasopressina (AVP) → perturbação do equilíbrio hídrico.
  • Receptores AVP:
    • V2: Nos ductos coletores renais, estimula síntese de aquaporina 2 → reabsorção de água livre.
    • V1a: Vasoconstrição, hipertrofia celular.
  • Impacto da Hipervasopressinemia na ICC:
    • Diminui débito cardíaco e volume sistólico.
    • Aumenta resistência vascular sistêmica e pressão capilar pulmonar em cunha.
  • Antagonistas de V2 ("Aquaréticos"):
    • Atenuam efeitos fisiopatológicos adversos (diminuem pressões cardíacas).
    • Restauram níveis normais de sódio em hiponatremia.
    • Tolvaptana: Antagonista V2 mais testado. Reduz peso corporal, dispneia e edema em curto prazo.
    • Cuidado: Risco de correção rápida da hiponatremia (desmielinização osmótica).
  • Limitação: Não demonstraram redução significativa na mortalidade ou melhora dos sintomas a longo prazo.

Antagonistas dos Receptores β-Adrenérgicos

  • Paradigma Histórico: Inicialmente contraindicados na ICC.
  • Mudança de Paradigma: Estudos demonstram benefício de sobrevida com administração crônica.
  • Mecanismo de Ação:
    • Atenuam ou previnem efeitos adversos mediados pelos receptores β-adrenérgicos das catecolaminas.
    • Diminuem frequência de taquiarritmias instáveis.
    • Melhoram geometria e fração de ejeção do VE.
    • Inibem sinalização celular proliferativa mal adaptada, reduzem toxicidade e apoptose dos miócitos.
  • Exemplos:
    • Metoprolol (β1-seletivo): Reduziu mortalidade em 34% (MERIT-HF) em pacientes com baixa fração de ejeção e ICC grave.
    • Carvedilol (não seletivo β e seletivo α1): Reduziu mortalidade em 65% (US Carvedilol Trial) em pacientes com ICC sintomática compensada.
  • Uso Clínico:
    • Recomendados para pacientes com fração de ejeção VE < 35% e sintomas classes II ou III da NYHA, em conjunto com IECA/BRA e diuréticos.
    • Iniciar com doses muito baixas e titular com cuidado.
    • Não recomendados em ICC grave de início recente ou agudamente descompensada.

Glicosídeos Cardíacos - Digoxina

  • História: Utilizada desde 1785 (Digitalis purpurea).
  • Mecanismo do Efeito Inotrópico Positivo:
    • Inibe Na+, K+-ATPase sarcolêmica → aumenta [Na+] citosólico.
    • Diminui gradiente transmembrana de Na+ → menos Ca2+ removido da célula via NCX.
    • Acúmulo de Ca2+ no retículo sarcoplasmático → aumenta Ca2+ liberável → aumenta contratilidade miocárdica.
  • Ações Eletrofisiológicas:
    • Reduz automaticidade e aumenta potencial de repouso no nodo AV e tecidos atriais (via tônus vagal e inibição simpática).
    • Prolonga período refratário efetivo e reduz condução no nodo AV.
  • Regulação do Sistema Nervoso Simpático: Influencia favoravelmente a responsividade dos barorreflexos.
  • Uso Clínico:
    • Limitado a pacientes com ICC e disfunção sistólica do VE em fibrilação atrial, ou em ritmo sinusal que permanecem sintomáticos apesar do tratamento máximo com IECA e β-bloqueadores.
    • Reduz hospitalizações, mas não reduz a mortalidade por todas as causas.
  • Toxicidade da Digoxina:
    • Arritmias (ectópicos, bloqueio AV), náuseas, vômitos, distúrbios neurológicos.
    • Fatores de risco: Hipopotassemia, distúrbios eletrolíticos, insuficiência renal, interações medicamentosas.
    • Antídoto: Fab imune à digoxina.

Agonistas β-Adrenérgicos e Dopaminérgicos

  • Uso: ICC gravemente descompensada com débito cardíaco reduzido.
  • Agonistas β-Adrenérgicos (Dopamina, Dobutamina):
    • Promovem suporte a curto prazo via estimulação de receptores D1 (dopamina) e β-adrenérgicos (dobutamina).
    • Aumentam contração miocárdica e aceleram relaxamento.
    • Cuidado: Agentes inotrópicos que elevam AMP cíclico consistentemente associados a aumento de riscos, hospitalização e morte em uso crônico.
  • Dopamina:
    • Baixas doses (< 2 mcg/kg/min): Vasodilatação renal (receptor D1), aumenta fluxo sanguíneo renal e diurese.
    • Doses intermediárias (2-5 mcg/kg/min): Estimula receptores β cardíacos (aumenta contratilidade).
    • Altas doses (5-15 mcg/kg/min): Constrição arterial e venosa (receptor α-adrenérgico).
    • Não tem lugar no tratamento de disfunção contrátil primária a longo prazo.
  • Dobutamina:
    • Agonista β de escolha na ICC com disfunção sistólica.
    • Aumenta volume sistólico (ação inotrópica positiva), com pouco efeito cronotrópico.
    • Infusões contínuas (iniciadas com 2-3 mcg/kg/min).
    • Efeitos colaterais: Taquicardia, arritmias.

Inibidores da Fosfodiesterase (PDE)

  • Mecanismo: Reduzem degradação do AMP cíclico celular → elevam AMP cíclico em miócitos cardíacos e do músculo liso.
  • Efeitos: Inotropismo miocárdico positivo e dilatação de vasos (inodilatador).
  • Inanrinona e Milrinona:
    • Inibidores seletivos de PDE3.
    • Aprovados para suporte circulatório a curto prazo na ICC avançada.
    • Estimulam contratilidade miocárdica e aceleram relaxamento.
    • Causam dilatação arterial e venosa (queda de resistências e pressões de enchimento).
    • Milrinona é o agente de escolha (maior seletividade, meia-vida curta, melhor perfil de efeitos colaterais).
  • Sildenafila:
    • Inibe PDE5 (isoforma comum no tecido pulmonar).
    • Aumenta especificidade da artéria pulmonar.
    • Uso principal em hipertensão arterial pulmonar.
    • Pode influenciar favoravelmente capacidade de exercício e hemodinâmica cardíaca direita.
  • Terapia Inotrópica Positiva Crônica: A maioria dos agentes inotrópicos orais (exceto digoxina) associou-se a aumento da mortalidade.

Insuficiência Cardíaca Diastólica

  • Prevalência: Até 40% dos pacientes com ICC.
  • Característica: Função sistólica do VE preservada, mas com comprometimento do relaxamento ventricular e distensibilidade do VE.
  • Etiologia: Anormalidades miocárdicas intrínsecas (amiloidose, hemocromatose) ou secundárias (hipertensão sistêmica, doença arterial coronariana).
  • Tratamento:
    • Pacientes dependentes da pré-carga para manter débito cardíaco adequado.
    • Redução cuidadosa do volume intravascular (se hipervolêmico).
    • Manter contração atrial sincrônica.
    • Avaliação e tratamento de condições predisponentes (isquemia miocárdica, hipertensão mal controlada).
    • Antagonistas de BRA não melhoram mortalidade ou relaxamento diastólico, mas podem reduzir hospitalizações.

Resumo Clínico e Estágios da ICC 

  • ICC: Doença crônica, progressiva, iniciada por agressão primária ao miocárdio.
  • Prevenção: Identificação e remediação de fatores de risco (IAM, hipertensão, dislipidemia, tabagismo).
  • Estágio A (Alto risco, sem sintomas):
    • Tratar hipertensão, diabetes, dislipidemia.
    • Inibidores da ECA ou bloqueadores de AT1 em alguns pacientes.
    • Redução de fatores de risco, educação.
  • Estágio B (Cardiopatia estrutural, nenhum sintoma):
    • Inibidores da ECA ou bloqueadores de AT1 em todos os pacientes.
    • Betabloqueadores em pacientes selecionados.
  • Estágio C (Doença estrutural, sintomas prévios ou atuais):
    • Restrição de Na+, diuréticos e digoxina.
    • Inibidores da ECA e betabloqueadores em todos os pacientes.
    • Antagonista da aldosterona.
    • Considerar equipe multiprofissional.
  • Estágio D (Sintomas refratários que exigem intervenção especial):
    • Assistência ventricular, transplante.
    • Agentes inotrópicos intermitentes.
    • Revascularização; cirurgia na valva mitral.
    • Ressincronização cardíaca.
    • Cuidados paliativos.
  • Perspectiva: Mesmo com avanços farmacoterapêuticos, o prognóstico para ICC grave/terminal permanece reservado.

deck

By jorge veras

deck

  • 24