"voltas a mote"
Vasco Graça Moura - Análise
Biografia
1942 - Nasceu na Foz do Douro, Porto
1963 - Começou a publicar poesia
1963 - Publicou a sua primeira obra: Modo Mudando
1966 - Licenciou-se em Direito
2014 - Morre em Lisboa
1963 - Modo Mudando
1987 - Quatro Últimas Canções
1997 - Poemas com Pessoas
Vida
Obras
há hoje razões de sobra
pra que a razão se desfoque
nas resposta que desdobra
nestas questões de mão de obra:
a poesia a quem recorre?
se os sentimentos desata
ou prende a dor que se esquiva
e a frouxa oficina a mata,
o próprio excesso a arrebata
no verso que a mantém viva
e assim lançada no voo,
desde que as regras não borre;
algumas vezes passou
ou à vida escrita, ou
ao poeta que nela morre.
A poesia a quem recorre?
Ao verso que a mantém viva
Ou ao poeta que nela morre?
- Ivan Junqueira
Análise & Recursos Expressivos
há hoje razões de sobra
pra que a razão se desfoque
nas resposta que desdobra
nestas questões de mão de obra:
a poesia a quem recorre?
se os sentimentos desata
ou prende a dor que se esquiva
e a frouxa oficina a mata,
o próprio excesso a arrebata
no verso que a mantém viva
e assim lançada no voo,
desde que as regras não borre;
algumas vezes passou
ou à vida escrita, ou
ao poeta que nela morre.
Estilo & Linguagem
há hoje razões de sobra
pra que a razão se desfoque
nas resposta que desdobra
nestas questões de mão de obra:
a poesia a quem recorre?
se os sentimentos desata
ou prende a dor que se esquiva
e a frouxa oficina a mata,
o próprio excesso a arrebata
no verso que a mantém viva
e assim lançada no voo,
desde que as regras não borre;
algumas vezes passou
ou à vida escrita, ou
ao poeta que nela morre.
Estrutura Externa
há hoje razões de sobra
pra que a razão se desfoque
nas resposta que desdobra
nestas questões de mão de obra:
a poesia a quem recorre?
se os sentimentos desata
ou prende a dor que se esquiva
e a frouxa oficina a mata,
o próprio excesso a arrebata
no verso que a mantém viva
e assim lançada no voo,
desde que as regras não borre;
algumas vezes passou
ou à vida escrita, ou
ao poeta que nela morre.
voltas a mote
Descalça vai para a fonte
Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.
Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.
Intertextualidade
há hoje razões de sobra
pra que a razão se desfoque
nas resposta que desdobra
nestas questões de mão de obra:
a poesia a quem recorre?
se os sentimentos desata
ou prende a dor que se esquiva
e a frouxa oficina a mata,
o próprio excesso a arrebata
no verso que a mantém viva
e assim lançada no voo,
desde que as regras não borre;
algumas vezes passou
ou à vida escrita, ou
ao poeta que nela morre.
A poesia a quem recorre?
Ao verso que a mantém viva
Ou ao poeta que nela morre?
- Ivan Junqueira
- Luís de Camões
Temas Desenvolvidos
- Arte poética (poesia sobre poesia)
- Figurações do poeta (olhar sobre o artista)
- Tradição Literária (estrutura)
FIM
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By Luis Pinto
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