Evolução urbana de São Paulo

Fundação

A Vila de São Paulo é fundada em 1554 com a construção de uma igreja e uma escola para meninos próximo a uma aldeia indígena, pelos padres jesuítas.

Haviam três grupos de interesse ligados ao povoado: representantes do governo português que desejavam dominar a região do planalto, onde se assenta a cidade; os jesuítas que queriam consquistar os indígenas pela fé e pela ação intelectual; e os povoadores interessados em conquistar riquezas e terras, bem como escravizar os índios.

No século XVII, São Paulo era estimulada pelo comércio de escravos e pelas bandeiras, expedições organizadas para expandir o território na época da colônia.


Imagem:Almeida Júnior - Estudo da Partida da Monção, 1897 (Bandeirantes)


Os bandeirantes partiam de São Paulo e percorriam o sertão em busca de metais preciosos. Em consequência da expansão da mineração e descoberta do ouro, São Paulo foi elevada à categoria de cidade em 1711 . Embora as minas localizavam-se em regiões vizinhas e até distantes, São Paulo mantinha controle sobre os descobridores, reforçando sua importância política na época.


Quando as áreas de mineração começaram a se esgotar, no final do século XVIII,  houve um estímulo da produção rural. As regiões vizinhas passaram a produzir açúcar tanto para a exportação como para o consumo interno.


Os caminhos que conduziam aos portos do litoral, principalmente Santos, por onde se escoava a produção passavam por São Paulo, tornando-a uma região atraente o que promeveu o crescimento da população e o desenvolvimento comercial.

O crescimento da cidade de São Paulo acompanha a produção agrícola e a construção de estradas para dar escoamento a essa produção.


Em meados do século XIX a produção do açúcar foi substituída pelas lavouras de café.

O final do século XIX e início do século XX é marcado pela intensa imigração, em grande parte constituída por europeus que viriam atuar como oficiais mecânicos, operários especializados, pequenos empresários e profissionais liberais.

As reformas urbanísticas, fruto da modernização copiavam o modelo das cidades européias.

Surgem os bairros industriais e operários que não existiam anteriormente, instalados junto aos trilhos das ferrovias. As primeiras fábricas haviam se instalado na segunda metade do século XIX. Destacava-se a indústria de tecidos. 

Contava com um sistema ferroviário e rodoviário que facilitava o escoamento da produção e distribuição dos produtos industriais.

Na década de 40 com a construção de rodovias iniciou-se os grandes fluxos de migrações internas no país, em direção a São Paulo, como consequência da industrialização. 

A chegada de imigrantes de outras regiões do país, atraídos pela industrialização, levou ao aumento dos bairros populares muito pobres e ao crescimento das favelas.
A migração interna que ocorreu a partir de 1950 era diversa, em termos de qualidade, da imigração do período 1890/1930. Não se tratava do fluxo de imigrantes europeus com nível médio de instrução e capacitação técnica acima dos trabalhadores locais.
Vinha uma corrente de imigrantes internos, trabalhadores não qualificados, geralmente procedentes das regiões rurais. 
Os novos habitantes eram absorvidos pela construção civil, serviços e setores industriais não especializados.
Atualmente, a região metropolitana de São Paulo é a quarta maior aglomeração urbana do mundo.

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By mamelia

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