SENTIMENTO DE UM OCIDENTAL
AO GÁS

Trabalho realizado por: João Pinto (n.º 9), Luís Pinto (n.º 11), Pedro Almeida (n.º 14), Samuel Dias (n.º 15)
Índice
- Progressão temporal e espacial
- Relação Cidade <> Religião
- Processos estilísticos
- Binomia Campo-Cidade
- Papel da Solidão
- Universo Feminino
- Intertextualidade
Progressão Temporal e Espacial
Saio. A noite pesa, esmaga.
Passeios de lajedo
Ó moles hospitais!
Cercam-me as lojas
Chão minado pelos canos
E de uma Padaria
Longas descidas!
secam nos mostradores
E, nas esquinas
Apagam-se, nas frentes
Relação Cidade <> Religião
Cercam-me as lojas, tépidas. Eu penso
Ver círios laterais, ver filas de capelas,
Com santos e fiéis, andores, ramos, velas,
Em uma catedral de um comprimento imenso.
Processos estilísticos
Metáfora
“Que grande cobra, a lúbrica pessoa”
Apóstrofe
“Ó moles hospitais! Sai das embocaduras”
Enumeração
“Com santos e fieis, andores, ramos, velas,”
Ironia
“Em uma catedral de um comprimento imenso.”
Dupla Adjetivação
“E nas esquinas, calvo, eterno, sem repouso”
Binomia Campo-Cidade
- Deste modo, é possível afirmar que o sujeito poético associa elementos positivos, como a saúde e vitalidade, ao campo e negativos, como a sensação de aprisionamento e morte, à cidade, logo, conclui-se que o sujeito poético apresenta um desejo de evasão.
- Está presente na quarta estrofe desta parte do poema;
- Isto verifica-se na presença de elementos do campo que contrastam com o espaço onde o "eu" lírico se encontra - a cidade ("E de uma padaria exala-se, inda quente,/Um cheiro salutar e honesto de pão do forno" - vv. 15 e 16);
- É salientada, ainda, a maior simplicidade e honestidade das pessoas do campo em relação aos habitantes da cidade;
Papel da solidão
- Ao longo do poema a solidão é um tema constantemente abordado pelo sujeito poético;
- As personagens que melhor caracterizam a solidão apresentada no poema são:
-O forjador;
-O cuteleiro;
-A velha;
-O velho professor de Latim do “eu” lírico.
-Impuras (Prostitutas)
Papel da solidão
- Estas personagens podem ser caracterizadas como solitárias exatamente porque sempre que são referidas no poema se encontram sozinhas.
- O sujeito poético denota também que estas personagens, mesmo vivendo num meio citadino que se caracteriza por um maior aglomerado populacional, existe apenas solidão e tristeza, como por exemplo a velha (estrofe 8) que, como não aparece em grupo com alguém esta pode ser caracterizada como solitária.
- Também o velho professor de latim do “eu” lírico pode ser caracterizado como solitário, pois mesmo nas esquinas da cidade a pedir esmola este é ignorado: “«Dó da miséria!...Compaixão de mim!...» (…) Pede-nos sempre esmola um homenzinho idoso, Meu velho professor nas aulas de latim!”
Universo Feminino
-
No poema, a figura feminina surge como uma mulher associada ao campo: forte e magra
-
No entanto esta encontra-se na cidade para vender os seus produtos(“Como um retalho de aglomerado”; “Pousara, ajoelhando, a sua giga”)
-
Em contraste, no poema “O sentimento de um ocidental” as mulheres surgem associadas à cidade de uma forma sensual, luxuosa e excêntrica. ("Que espartilhada escolhe uns xales com debuxo!/Sua excelência atrai, magnética, entre o luxo…")
Intertextualiadade
| Imagem | Texto |
|---|---|
| Tempo: Noite | Tempo: Noite ("A noite pesa") |
| Espaço: Cidade | Espaço: Cidade |
| Candeeiros | Candeeiros de gás |
| Forte Movimento na Cidade | Forte Movimento na Cidade |
| Presença de várias lojas e serviços | Presença de várias lojas e serviços |
Fim
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By Luis Pinto
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