Aula 08

Fundamentos da Mecânica

Prof. Ronai Lisbôa

BCT - ECT - UFRN

Objetivos

Aplicar as Leis de Newton em problemas clássicos:

Plano inclinado.

Máquina de Atwood.

Movimento horizontal.

Movimento vertical.

Identificar os tipos de forças exercidas sobre um objeto.

Desenhar o diagrama de corpo livre.

Bibliografia.

Tipler - Cap. 4

Seções 4.6 a 4.8 (pags. 103 a 133)

- Faça os exercícios resolvidos.

O mínimo obrigatório é estudar a referência e a lista de exercícios (veja SIGAA)

Represente o objeto como uma partícula.

Força se deve a uma interação

Objeto

Agente

Localize a cauda do vetor força sobre a partícula.

Desenhe o vetor força como uma seta orientada e de comprimento proporcional à intensidade da força.

Nomeie o vetor força apropriadamente.

\vec F^g_{To}=\vec P

O vetor representa a força que a Terra exerce sobre o objeto.

Como representar forças?

(partícula)

(Terra)

Identifique e isole o objeto em análise.

Represente o objeto como uma partícula.

Objeto

Agente 2

Desenhe os vetores forças como uma seta orientada e de comprimentos proporcionais à intensidade de cada força

Denote os vetores apropriadamente.

\vec F_{1o}

Represente a soma vetorial dos vetores sobre o objeto.

Agente 1

O vetor resultante vai indicar a direção e sentido do movimento do objeto.

Podemos substituir as duas forças \(\vec F_{1o}\) e \(\vec F_{2o}\) por uma única força \(\vec F_{Ro}\).

\vec F_{Ro}
\vec F_{2o}
o
Fonte: Randall

O princípio de superposição

Força se deve a uma interação

Como representar forças?

\vec F_{2o}

A soma vetorial das forças exercidas em um objeto é igual à força resultante sobre o objeto.

\vec F_{1c}+\vec F_{2c}=

A magnitude da aceleração da caixa é:

F_{Rc} = +2\text{ N}
\vec F_{Rc}
\sum_{i=1}^n \vec F_{ic}
=\vec F_{Rc}
F_{2c} = -8\text{ N}
F_{1c} = +10\text{ N}
\vec F_{1c}
\vec F_{2c}
equivalente

O princípio de superposição

A variação da velocidade da caixa é:

Força se deve a uma interação

Como representar forças?

\vec F_{1c}+\vec F_{2c}
\Rightarrow
a_{Rc} = \frac{F_{Rc}}{m_c}
\Delta v_c = \frac{F_{Rc}}{m_c}\Delta t

Observe que cada força ocorre aos pares.

O princípio de superposição permite somar esses pares.

Se suspendermos a mola em um teto e prendermos a massa na parte inferior, a massa alonga a mola que fica em uma posição abaixo do comprimento relaxado da mola.

x
\vec F^c_{mM}=\vec F_{e}
\vec F^g_{TM}=\vec P
\vec a =\vec 0

O massa está sujeito a uma força de gravidade para baixo e uma força de contato para cima - um puxão - exercido pela mola. QUAIS SÃO AS FORÇAS SOBRE A MASSA?

Massa

mola

Terra

F^c_{mM}=F^g_{TM}

teto

\rightarrow F_e=P

A força elástica exercida pela mola (força elástica) é contrária a deformação da mola (\(\Delta x\)).

A força da gravidade exercida sobre a massa é a favor da deformação da mola.

\Delta \vec x

Fonte: Tipler & Mosca

Força elástica (Força de contato)

F_{e}=-k\Delta x

EQUILÍBRIO

Se você posicionar uma mola na vertical e colocar uma massa em cima dela, a massa comprime a mola e fica em uma posição abaixo do comprimento relaxado da mola.

x
\vec F^c_{Mp}=\vec F_e
\vec F^g_{TM}=\vec P
\vec a =\vec 0

Massa

mola

Terra

A força elástica exercida pela mola (força elástica) é contrária ao deformação da mola (\(\Delta x\)).

A força da gravidade exercida sobre a massa é a favor da deformação da mola.

\Delta \vec x

O massa está sujeito a uma força de gravidade para baixo e uma força de contato para cima - um empurrão - exercido pela mola. QUAIS SÃO AS FORÇAS SOBRE A MASSA?

Fonte: Tipler & Mosca

Força elástica (Força de contato)

F_{e}=-k\Delta x
F^c_{mM}=F^g_{TM}
\rightarrow F_e=P

EQUILÍBRIO

A superfície é comprimida pelo peso do bloco. As ligações interatômicas (entre elétrons) da superfície podem ser modeladas como uma rede de um sistema de molas e massas.

\vec F^c_{sb}
\vec F^c_{sb}=\vec N

A superfície sofre uma deformação — suas “molas” interatômicas são comprimidas.

Denomina-se a força para cima exercida pela superfície de “força de compressão”, mas a denominação usual para uma força desse tipo é “força normal”, pois ela é perpendicular à superfície e é exercida sobre o bloco.

Fonte: Chabay & Sherwood

Fonte: Chabay & Sherwood

bloco

 Normal e Atrito (Forças de contato)

O atrito é um fenômeno que envolve a deformação de objetos e tem natureza interatômica.

\vec F_{aplicada}

Quando você aplica uma força sobre o tijolo \(\vec F_{aplicada}\), ele pressiona os átomos da mesa, comprimindo as ligações interatômicas à sua frente e esticando as que estão atrás (a escala está exagerada).

O efeito resultante dessa deformação nas ligações interatômicas da mesa surge como uma força paralela à superfície e oposta à força aplicada é chamada “força de atrito”.

\vec F_{atrito}
\vec F_{aplicada}

A deformação das "molas" interatômicas se opõe à força aplicada.

\vec F_{atrito}
\vec v

Fonte: Chabay & Sherwood

Fonte: Chabay & Sherwood

Fonte: Chabay & Sherwood

\vec F_{atrito}

 Normal e Atrito (Forças de contato)

A força de contato da mesa sobre o tijolo é uma soma de duas componentes perpendiculares:

A força de compressão (normal) perpendicular à superfície da mesa e a força de deformação paralela à superfície de contato (atrito).

\vec F_{aplicada}
\vec F^c_{mt}
+N_{normal}\hat j
-F_{atrito}\hat i

A força de atrito vai se ajustando à força aplicada até que a velocidade do bloco tenha velocidade constante (\(F_{aplicada} = F_{atrito}\)) ou fique acelerado (\(F_{aplicada} \neq F_{atrito}\)).

\vec F^c_{mt}
\vec N
\vec F_{at}

As forças normal e atrito são componentes de uma força de contato.

Fonte: Chabay & Sherwood

Fonte: Chabay & Sherwood

A força de contato tem sentido contrário 'a resultante das forças aplicadas e gravitacional!

A força de contato tem duas componentes:  perpendicular à superfície (normal) e tangente à superfície (atrito)

Forças de contato (Normal e Atrito)

As forças normal e atrito têm natureza elétrica.

As superfícies exercem sobre objetos uma força de contato que equilibra a força aplicada.

A deformação da superfície será maior ou menor dependendo da sua dureza.

Objetos exercem força, sim! Porque são feitos de átomos!

E as interações entre esses átomos são forças.

Forças normal e peso

A força normal se ajusta para equilibrar a força peso.

N=P

A força normal se ajusta para equilibrar a força peso.

\vec F_{ext}
\vec N
\vec P
\vec P
\vec N
\vec N
\vec P
\vec F_{ext}

Se a força aplicada pela mão superar as interações interatômicas da superfície ela se quebra. Nesse momento:

\vec N = 0
\Rightarrow F_{R}=m_ba_b
\Rightarrow P=m_ba_b
\vec F^c_{mb} = 0

Forças normal e peso

N
=P
N
=P+
F_{ext}
N
=P+
F_{ext}
\Rightarrow g=a_b

As interações entre os elétrons que compõem o material são responsáveis pelas forças de tensão e tração (funcionam como molas)

Quando um fio suporta um objeto massivo, as ligações entre os elétrons, similares a molas, se alongam bastante, porque cada ligação deve aguentar o peso de tudo que está acima dela.

Terra

bola

fio

Fonte: Charbay & Sherwood

Força tensão/tração

T_{tc}=P_{Tc}+T_{bc}

Uma corda é esticada pela massa do bloco. As ligações interatômicas também podem ser modeladas como uma rede de um sistema de molas e massas. Quais são as forças sobre a corda?

T_{tc}=T_{bc}
\Rightarrow
\vec F^c_{bc}=\vec T
\vec F^g_{Tc}=\vec P \approx 0
\vec F^c_{tc}=\vec T

A corda sofre uma deformação — suas “molas” interatômicas são alongadas.

Denomina-se a força aplicada para baixo exercida pelo peso de “força de tensão” ou "força de tração".

A força tensão \(T\) tem natureza elétrica!

Se a corda é muito fina de modo que sua inércia é muito pequena, a força da gravidade é muito menor do que as forças de contato. Nesse caso idealizado, a corda simplesmente transmite a força de tensão entre suas pontas.

teto

bloco

corda

Fonte: Eric Mazur

0

Força tensão/tração

Diagrama de corpo livre

Para separar as forças exercidas sobre o objeto devemos usar o diagrama de corpo livre.

piso

livro

terra (planeta)

x
F_{Rl } = (F^c_{pl}-F^g_{Tl})=0
F^c_{pl}=F^g_{Tl}

Quais as forças exercidas sobre o livro?

\vec F^c_{pl}=\vec N
\vec F^g_{Tl}=\vec P

Essas forças não são um par de interação porque atuam no mesmo objeto e são de naturezas diferentes (campo e contato)!

A força da gravidade e a força de compressão.

\vec a =\vec 0
N=P

Normal é igual ao peso porque há equilíbrio e a superfície é horizontal.

Diagrama de corpo livre

\vec a =\vec 0
x
F_{Ra} = (F^c_{ca}-F^c_{pa}-F^g_{Ta})=0

Para separar as forças exercidas sobre o objeto devemos usar o diagrama de corpo livre.

Quais as forças exercidas sobre a argola?

F^c_{ca}=F^c_{pa}+F^g_{Ta}
\vec F^c_{ca}=\vec T_a
\vec F^g_{Ta}=\vec P_a
\vec F^c_{pa}=\vec N_a

Essas forças não são um par de interação porque atuam no mesmo objeto e são de naturezas diferentes (campo e contato)!

A força da gravidade e as tensões.

teto

argola

terra

corda

pessoa

T=N+P

Diagrama de corpo livre

Para separar as forças exercidas sobre o objeto devemos usar o diagrama de corpo livre.

x
F_{Rm} = ( F^c_{pm}-F^g_{Tm} )>0
F^c_{pm}>F^g_{Tm}
\vec F^c_{pm}=\vec N
\vec F^g_{Tm}=\vec P
\vec a

Quais as forças exercidas sobre a mulher?

Essas forças não são um par de interação porque atuam no mesmo objeto e são de naturezas diferentes (campo e contato)!

A força da gravidade e compressão.

cabo

\vec a

piso

Terra

mulher

N>P

Normal não é igual ao peso porque não há equilíbrio.

O livro não se move. A soma vetorial das forças exercidas sobre ele deve ser zero: \(\vec F_{Rl} = \vec 0\)

Quais forças são exercidas no livro?

TERRA

\vec F_{\text{pelo livro na Terra}}

Par de interação

Gravitacional (campo)

\vec F_{\text{pela mesa no livro}}
\vec F_{\text{pelo livro na mesa}}

Par de interação

Normal (contato)

TERRA

O livro está em repouso porque as duas forças exercidas nele cancelam uma a outra exatamente.

F_{Rl} = (\textcolor{blue}{F^c_{ml}}-\textcolor{red}{F^g_{Tl}})=0
\textcolor{blue}{F^c_{ml}}=\textcolor{red} {F^g_{Tl}}

A força da gravidade e a força normal.

Atuam em objetos diferentes:

\vec F_{\text{pela Terra no livro}}

Atuam em objetos diferentes:

Atuam no mesmo objeto. Não são um par de interação.

Diagrama de corpo livre: Equilíbrio.

\rightarrow N=P

Exemplo 1

Um praticante de skibunda (massa de 72,9 kg, altura de 1,79 m) está descendo uma montanha de areia com um ângulo de 22° em relação à horizontal. (a) Se pudermos desprezar o atrito, qual é sua aceleração? (b) Supondo que tenha partido do repouso, qual a sua velocidade na base da inclinação se a altura da inclinação é de 10 m?

Exemplo 2

Neste problema clássico, uma massa pendurada gera uma aceleração para uma segunda massa sobre uma superfície horizontal (Figura). Um bloco, de massa \(m_1\), está sobre uma superfície horizontal sem atrito e é conectado por meio de uma corda sem massa (por questão de simplicidade, orientada no sentido horizontal) que passa sobre uma polia sem massa para outro bloco, com massa \(m_2\), pendurada na corda. (a) Qual a aceleração do sistema? (b) Quais as trações? (c) Quanto tempo leva para \(m_2\) tocar o chão se caiu de uma altura igual h e foi solto a partir do repouso?

Fonte: Wolfgang
h

Exemplo 3

O trator de bagagem A mostrado na fotografia tem massa de 450 kg e reboca a carreta B de 275 kg e a carreta C de 160 kg. Por um curto período de tempo, a força de atrito motora desenvolvida nas rodas do trator é de \(F_A\) = (200t) N, onde t é dado em segundos. (a) Se o trator parte do repouso, determine sua velocidade escalar em 2 segundos. (b) Além disso, qual é a força horizontal atuando sobre o engate entre o trator e a carreta B nesse instante? Despreze a dimensão do trator e das carretas.

Fonte: Hibbeler

Exemplo 4

Um elevador tem massa de 358,1 kg, e a massa combinada das pessoas dentro dele é de 169,2 kg. O elevador é puxado para cima por um cabo, com aceleração constante de 4,11 m/s\(^2\). Qual é a tensão no cabo?

Fonte: Wolfgang

Exemplo 5

A máquina de Atwood consiste em dois pesos pendurados (com massas \(m_1\) e \(m_2\)) conectados por uma corda que passa por uma polia. Por enquanto, consideramos um caso sem atrito, em que a polia não se move e a corda desliza sobre ela. Também pre- sumimos que \(m_1 > m_2\). Neste caso, a aceleração é conforme mostrada na Figura. (a) Qual a aceleração do sistema? (b) Qual a tensão na corda?

Fonte: Wolfgang

Exemplo 6

Considerar a situação em que três cordas são amarradas em um ponto comum, com uma equipe puxando cada corda. Suponha que a equipe 1 esteja puxando para o oeste com uma força de 2750 N, e que a equipe 2 esteja puxando para o norte com uma força de 3630 N. Uma terceira equipe pode puxar de tal forma que o cabo de guerra com três equipes termine empatado, ou seja, nenhuma equipe consiga mover a corda? Se sim, qual é o módulo e o sentido da força necessária para realizar isso?

\vec F_1
\vec F_2
\vec F_3
Fonte: Wolfgang

Exemplo 7

Um ginasta de massa 55 kg está pendurado verticalmente em um par de argolas paralelas.  Se as cordas que sustentam as argolas são verticais e presas a teto diretamente acima, qual é a tensão em cada corda?

Fonte: Wolfgang

Desenhe um diagrama de corpo livre para a pessoa.

Exemplo 8

teto

argola

terra

corda

pessoa

Você joga uma bola para cima. Desenhe um diagrama de corpo livre para a bola

(a) enquanto ela ainda toca sua mão e está acelerando para cima;

(b) no ponto mais alto; e

(c) no caminho de volta para baixo.

Exemplo 9

Exemplo 10

(a) Na figura a força de contato exercida pela mesa no livro e a força gravitacional exercida pela Terra no livro são um par de interação?

(b) O que impede que o livro caia em queda livre?

\vec F_{\text{pela Terra no livro}}
\vec F_{\text{pela mesa no livro}}
\vec F_{\text{pela mesa no livro}}

TERRA

TERRA

\vec F_{\text{pela Terra no livro}}
\vec F_{\text{pelo livro na Terra}}

Exemplo 11

Que força precisamos aplicar à extremidade livre da corda 1 para manter o sistema em equilíbrio estático?

Fonte: Wolfgang

Exemplo 12

O bloco A de 100 kg mostrado na Figura  é solto do repou- so. Se as massas das polias e da corda são desprezadas, determine a velocidade escalar do bloco B de 20 kg em 2 s.  

Fonte: Hibbeler

As leis de Newton

A partir da experimentação

Caso queira ver isso com maiores detalhes

A partir da colisão entre dos carros padrões é possível construir o gráfico da posição versus o tempo.

Aqui temos uma simulação (idealizada) do que ocorre nos laboratórios de física.

As Leis de Newton

Para dois carros idênticos (padrões) há uma troca de velocidades devido a colisão.

\vec v_2 = \vec 0
\vec v_1
\vec v'_1
\vec v'_2
\vec v_2
\vec v_1 = \vec 0
v_1=+0,60\text{ m/s}
v_2=0\text{ m/s}
v_2=+0,60\text{ m/s}
v_1=0\text{ m/s}

ANTES

DEPOIS

As Leis de Newton

v_1=+0,62\text{ m/s}
v_2=+0,14\text{ m/s}
v_2=+0,62\text{ m/s}
v_1=+0,14\text{ m/s}

Não importa se um dos carros está em movimento ou em repouso. Há troca de velocidades devido à colisão entre eles.

\vec v_1
\vec v_2
\vec v_1
\vec v_2

ANTES

DEPOIS

As Leis de Newton

Para dois carros padrões idênticos observamos que:

\Delta \vec v_1 = -\Delta \vec v_2
\Delta v_1=-0,60\text{ m/s}
\Delta v_2=+0,60\text{ m/s}

Caso 1

Caso 2

\Delta v_1=-0,38\text{ m/s}
\Delta v_2=+0,38\text{ m/s}
\frac{|\Delta \vec v_2|}{|\Delta \vec v_1|}=1
\Delta \vec v_1
\Delta \vec v_2
\Delta \vec v_1
\Delta \vec v_2

As Leis de Newton

Prendemos dois carros padrões juntos para que o tamanho deste conjunto seja o dobro (d) do tamanho do outro carro padrão (p).

INICIAL

FINAL

v_{p,i} = +0,60\text{ m/s}
v_{d,i} = 0\text{ m/s}
v_{p,f} = -0,20\text{ m/s}
v_{d,f} = +0,40\text{ m/s}

FINAL

INICIAL

\vec v_p
\vec v_d = \vec 0
\vec v_p
\vec v_d
\Delta v_p = -0,80\text{ m/s}
​final - inicial
\Delta v_d = +0,40\text{ m/s}
​final - inicial

O que significa esse sinal negativo?

O que significa esse sinal negativo?

As Leis de Newton

Não importa como os carros se movam (ou não se movam) inicialmente, a variação de velocidade do carro duplo é diferente da variação da velocidade do carro padrão.

\vec v_p
\vec v_d = \vec 0
\vec v_p
\vec v_d
\frac{|\Delta v_d|}{|\Delta v_p|}=\frac{1}{2}

A variação de velocidade do carro padrão é negativa.

A variação da velocidade do carro duplo é positiva.

\Delta v_p = -0,80\text{ m/s}
\Delta v_d = +0,40\text{ m/s}

Para o carro duplo a magnitude da variação da velocidade é a metade da magnitude da variação da velocidade do carro padrão.

\Delta \vec v_p \neq \Delta \vec v_d
\Delta \vec v_p
\Delta \vec v_d

As Leis de Newton

Cortamos um carro padrão ao meio para que o tamanho desta unidade seja a metade (m) do tamanho do outro carro padrão (p).

INICIAL

FINAL

v_p = +0,43\text{ m/s}
v_m = 0\text{ m/s}
v_p =+ 0,14\text{ m/s}
v_m = +0,58\text{ m/s}

FINAL

INICIAL

\Delta v_p = -0,29\text{ m/s}
​final - inicial
\Delta v_m = +0,58\text{ m/s}
​final - inicial
\vec v_p
\vec v_m
\vec v_p
\vec v_m = \vec 0

As Leis de Newton

Não importa como os carros se movam (ou não se movam) inicialmente, a variação da velocidade do meio-carro é diferente da variação da velocidade do carro padrão.

\frac{|\Delta v_m|}{|\Delta v_p|}=2

A variação da velocidade do carro padrão é negativa.

A variação de velocidade do meio-carro é positiva.

\Delta v_p = -0,28\text{ m/s}
\Delta v_m = +0,58\text{ m/s}

Para o meio-carro a magnitude da variação da velocidade é o dobro da magnitude da variação da velocidade do carro padrão.

\vec v_p
\vec v_m
\vec v_p
\vec v_m = \vec 0
\Delta \vec v_p \neq \Delta \vec v_m
\Delta \vec v_p
\Delta \vec v_m

As Leis de Newton

Para dois carros padrões que não são idênticos observamos que:

\Delta \vec v_1 \neq\Delta \vec v_2

Caso 3

Caso 4

\frac{|\Delta \vec v_d|}{|\Delta \vec v_p|}=\frac{1}{2}
\Delta \vec v_p
\Delta \vec v_d
\Delta \vec v_p
\Delta \vec v_m
\Delta v_p = -0,80\text{ m/s}
\Delta v_d = +0,40\text{ m/s}
\Delta v_p = -0,28\text{ m/s}
\Delta v_m = +0,58\text{ m/s}
\frac{|\Delta \vec v_m|}{|\Delta \vec v_p|}=2
\Rightarrow
\Leftarrow

As Leis de Newton

A razão das inércias dos dois carros é igual ao inverso da razão de suas variações de velocidade.

m_1 \propto \frac{1}{|\Delta v_1|}
\frac{m_2}{m_1} = \frac{|\Delta v_1|}{|\Delta v_2|}
m_2 \propto \frac{1}{|\Delta v_2|}
\Rightarrow

Se

Experimento Carro 1 Carro 2
1 e 2 padrão padrão 1,0 1,0
3 padrão dobro 2,0 0,5
4 padrão metade 0,5 2,0

Inércia (\(m\))

Razão das inércias

Razão da variação das velocidades

=m_1/m_2
=m_1/m_2
=m_1/m_2
m_2/m_1
|\Delta v_2|/|\Delta v_1|

Verificamos experimentalmente que existe uma relação entre a inércia e a variação das velocidades:

As Leis de Newton

A aceleração média de cada carrinho é:

a_m=\frac{\Delta v}{\Delta t}

E a razão entre as acelerações são proporcionais a uma constante positiva que depende apenas das partículas e não depende do movimento de cada partícula. A razão é proporcional às massas inerciais, mas em uma razão inversa:

\frac{a_{m,1}}{a_{m,2}}=-\frac{m_2}{m_1}

Colisões de curto e longo alcance

As Leis de Newton

No movimento forçado a interação da partícula A com a partícula B se manifesta pelo fato do corpo sair do Movimento Retilíneo Uniforme.

m_1a_1=-m_2a_2
F_{12}=-F_{21}

As forças sempre vêm aos pares (reciprocidade da força):

Quando dois objetos interagem, cada um exerce uma força sobre o outro.

m_1=0,12\text{ kg}
m_2=0,24\text{ kg}
v_{12}=0,60\text{ m/s}

A única diferença entre as duas colisões é que a interação é suavizada por uma mola.

v_{12,i}=v_{12,f}
\Delta t = 10\text{ ms}
\Delta t = 1\text{ ms}

sem mola \(\Rightarrow\)

\(\Leftarrow\) com mola

As Leis de Newton

A variação de momento do carrinho 1 é compensada por uma variação no momento do carrinho 2. Vejamos a interação do sistema isolado dos carros com mola.

\Delta p_{1,c/m}=+0,096\text{ kg.m/s}
F_{\text{por 2 em 1}} = \frac{\Delta p_{1,c/m}}{\Delta t}
=\frac{+0,096\text{ kg.m/s}}{0,010\text{ s}}=+9,6\text{ N}
\Delta p_{2,c/m}=-0,096\text{ kg.m/s}
F_{\text{por 1 em 2}} = \frac{\Delta p_{2,c/m}}{\Delta t}
=\frac{-0,096\text{ kg.m/s}}{0,010\text{ s}}=-9,6\text{ N}

carro 1

carro 2

Sistema Isolado dos carros com mola

\Delta p_{1,c/m}+\Delta p_{2,c/m} = 0
(F_{21}+F_{12})\Delta t=0
F_{21}=-F_{12}
\Rightarrow
\Rightarrow

As Leis de Newton

\Delta t = 10\text{ ms}
I
\vec F_{21}
\vec F_{12}

Em ambas as colisões a variação de momento do carrinho 1 é compensada por uma variação no momento do carrinho 2. Vejamos a interação do sistema de carros sem mola.

\Delta p_{1,s/m}=+0,096\text{ kg.m/s}
F_{\text{por 2 em 1}} = \frac{\Delta p_{1,s/m}}{\Delta t}
=\frac{+0,096\text{ kg.m/s}}{0,001\text{ s}}=+96\text{ N}
\Delta p_{2,s/m}=-0,096\text{ kg.m/s}
F_{\text{por 1 em 2}} = \frac{\Delta p_{2,s/m}}{\Delta t}
=\frac{-0,096\text{ kg.m/s}}{0,001\text{ s}}=-96\text{ N}

carro 1

carro 2

Sistema Isolado dos carros sem mola

As Leis de Newton

\Delta t = 1\text{ ms}
\Delta p_{1,s/m}+\Delta p_{2,s/m} = 0
(F_{21}+F_{12})\Delta t=0
F_{21}=-F_{12}
\Rightarrow
\Rightarrow
I
\vec F_{21}
\vec F_{12}
\vec F_{21}=-\vec F_{12}

Sempre que dois objetos interagem, exercem um sobre o outro forças que são iguais em magnitude e direção, mas opostas em sentido.

O par de forças que dois objetos em interação exercem um sobre o outro é chamado par de interação.

As Leis de Newton

A conclusão de que objetos em interação exercem forças iguais na mesma direção, mas em sentidos opostos um sobre o outro é um resultado direto da lei da conservação do momento e da nossa definição de força.

\Delta \vec p_{1}+\Delta\vec p_{2} = 0
(\vec F_{21}+\vec F_{12})\Delta t=0
\Rightarrow
\Rightarrow
\vec F_{21}=-\vec F_{12}
não há força externa resultante!
há força internas que são um par de interação!
\vec F_{12}
\vec F_{21}

A equação de movimento permite obter toda a história do movimento do objeto:

Vamos obter as funções velocidade e posição:

Integrando de uma velocidade inicial em \(t_i\) = 0 a uma velocidade final em \(t_f\) = t:

\vec v_f= \vec v_i+ \frac{\vec F_R}{m}t
\vec x_f= \vec x_i+ \vec v_i t+ \frac{\vec a}{2} t^2
\vec a = \frac{\vec F_R}{m}
\frac{d\vec v}{dt} = \frac{\vec F_R}{m}
d\vec v= \frac{\vec F_R}{m}dt
\int d\vec v= \int \frac{\vec F_R}{m}dt

Reescrevendo:

\frac{dx}{dt}= \vec v_i+ \frac{\vec F_R}{m} t
dx= (\vec v_i+ \frac{\vec F_R}{m} t)dt
\int dx= \int (\vec v_i+ \frac{\vec F_R}{m} t)dt

Integrando de uma posição inicial em t = 0 a uma posição final em t = t:

A equação de movimento

FM - Aula 08

By Ronai Lisboa

FM - Aula 08

Dinâmica. As Leis de Newton. Diagrama de forças. Aplicações das leis de Newton: peso, planos inclinados, fios, polias.

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