Febre de origem indeterminada
Definição clássica de Petersdorf e Beeson em 1961: Temperatura de 38,3C ou mais em várias ocasiões, por mais de três semanas e falha em atingir um diagnóstico após uma semana de investigação
Mudanças no continuum epidemiológico: Sorologias reduziram a importancia de algumas doenças como causadoras de FOI, como HIV, LES, ARJ, AR, e outras
Técnicas modernas de imagem - US, TC, RNM - permitem diagnóstico precoce de abscessos e tumores que eram dificeis de diagnosticar.
Pacientes com FOI não diagnosticada (5 a 15%) geralmente possuem um curso de longo prazo benigno, especialmente se não apresentarem sintomas sistêmicos, como perda de peso
Causas de FOI
- Infecções (30-40%)
- Neoplasias (20-30%)
- Miscelânea (15-20%)
- Sem diagnóstico (5-15%)
Se a febre persistir mais de um ano, provavelmente será causada por doença granulomatosa
Causas de FOI
- Abscessos
- Tuberculose
- ITUs
- Endocardite
- Infecções hepatobiliares
- Osteomielites
- Ricketsioses / clamidioses
- Espiroquetas
- HIV
- SIDA
- Herpes virus
- Infecções fungicas
- Parasitoses
- Linfomas / leucemias
- Tumores sólidos
- Histiocitose maligna
- Colagenoses
- Doenças auto-imunes
- Sarcoidose
- Enterite regional
Causas de FOI
- Hepatite granulomatosa
- Febre pro drogas
- Doenças endócrinas
- Embolia pulmonar
- Tromboflebite
- Doença de Kikuchi
- Febre factícia
- Arterite de células gigantes
- Poliarterite nodosa
- Polimialgia reumática
Abscessos
Geralmente intra-abdominais, em espaço subfrênico, figado, quadrante inferior direito, espaço retroperitoneal e pelve feminina
Tuberculose, ITU, endocardite
Frequente x raro
Fácil de diagnosticar x difícil
Infecções bacterianas crônicas
Brucelose, Salmoneloses, Neisserioses
Espiroquetas: Borrelia recurrentis (febre recorrente), Borrelia burgdoferi (doença de Lyme), Spirillum minor (febre da mordedura do rato), Treponema pallidum (Sífilis).
HIV/SIDA
Micobacterioses típicas e atípicas, CMV, Toxoplasmose, Salmonelose, Histoplasmose
Observar valores de CD4, profilaxias em uso, sorologias
Parasitoses
Toxoplasmose em quadros febris com linfadenomegalia
Malaria
Leishmaniose
Amebíase
Neoplasias
Leucemias
Tumores solidos: Carcinomas de células renais, Adenocarcinomas (mama, fígado, pâncreas)
Metástases hepáticas de outros sítios primários
*Histiocitose maligna*
Doenças autoimunes e colagenoses
LES, ARJ sistêmica, AR, Febre reumática, Poliarterite nodosa, Granulomatose de Wegener, doenças mistas do tecido conjuntivo e outras vasculites/colagenoses -> Poliarterite nodosa, Polimialgia reumática, Arterite de células gigantes (> 50 anos PAN em HBC e HBV).
Doenças genéticas
Febre familiar do mediterrâneo
O gene responsável chama-se MEFV, onde é codificada uma proteína responsável pela regulação, com diminuição da inflamação.
Outras
Doenças endócrinas: Hipertireoidismo, tireoidite subaguda
Doença de Kikuchi: linfadenite necrotizante auto-limitada
Febre factícia: 10% dos casos, adultos jovens com experiência/conhecimento em saúde
Arterite de Takayasu, Crioglobulinemia
Febre de Origem indeterminada
By Elizabete Band
Febre de Origem indeterminada
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