Pedagogia da autonomia

UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA

Centro de Ciência e Tecnologia

Departamento de Matemática

Setembro de 2021

"Não há docência sem discência"

Ensinar exige rigorosidade metódica

O professor e os alunos precisam ser criadores, instigadores, inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes.

Não se trata de ser um 'professauro' (ANTUNES, 2012)

Um educador verdadeiramente democrático é aquele que ajuda a fortalecer a criatividade dos estudantes e aquele que não apenas tolera, mas encoraja o questionamento, o debate e a crítica dos alunos ao conteúdo da matéria.

Ensinar exige pesquisa

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.

 

Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade.

Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos

Por que não estabelecer uma necessária “intimidade” entre os saberes curriculares fundamentais aos alunos e a experiência social que eles têm como indivíduos?

 

Por que não discutir as implicações políticas e ideológicas de um tal descaso dos dominantes pelas áreas pobres da cidade?

 

A ética de classe embutida neste descaso?

Vai muito além de apenas respeitar, mas também debater, compreender e produzir leituras críticas da realidade.

Ensinar exige criticidade

Entre o saber feito de pura experiência e o resultante dos procedimentos metodicamente rigorosos, não há uma ruptura, mas uma superação que se dá na medida em que a curiosidade ingênua, associada ao saber do senso comum, vai sendo substituída pela curiosidade crítica ou epistemológica que se rigoriza metodicamente.

Ensinar exige de alunos e professores essa capacidade de partir do ingênuo para o crítico.

Ensinar exige estética e ética

Somos seres históricos – sociais, capazes de comparar, valorizar, intervir, escolher, decidir, romper e por isso, nos fizemos seres éticos.

Estar longe ou pior, fora da ética, entre nós, mulheres e homens é uma transgressão. É por isso que transformar a experiência em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador.

Estética

Reconhecer o valor das emoções, da sensibilidade, da afetividade, da intuição.

Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação

O novo não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, nem o velho recusado, apenas por ser velho.

 

O velho que preserva sua validade continua novo.

É tarefa do educador desafiar o educando com quem se comunica e a quem comunica, produzindo nele compreensão do que vem sendo comunicado.

Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática

Envolve o movimento dinâmico, dialético entre o fazer e o pensar sobre o fazer.

Quanto mais me assumo como estou sendo e percebo a razão de ser como estou sendo, mais me torno capaz de mudar, de promover-me do estado da curiosidade ingênua para o de curiosidade epistemológica.

Ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural

Uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é propiciar as condições em que os educandos em relação uns com os outros e todos com o professor ou a professora ensaiam a experiência profunda de assumir-se.

A experiência informal de formação ou deformação que se vive na escola, não pode ser negligênciada e exige reflexão. Experiências vividas nas ruas, praças, trabalho, salas de aula, pátios e recreios são cheias de significação.

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By Lucas Henrique

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