PRINCÍPIOS E TÉCNICAS DE ELETROENCEFALOGRAFIA EM NEUROCIÊNCIA
AULA 03 - Bases Físicas do EEG e o Problema Inverso em Eletroencefalografia
Instituto de Ciência e Tecnologia
Graduação em Engenharia Biomédica
Prof. Dr. Adenauer G. Casali
Laboratório de Neuroengenharia e Computação
casali@unifesp.br





PRINCÍPIOS E TÉCNICAS DE EEG EM NEUROCIÊNCIA
- Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume
- O problema da Modelagem Inversa
- Modelagem Forward
- Soluções Inversas
- Modelagem Causal: Dynamic Causal Modelling
- Aproximação: a estratégia do Laplaciano
- Modelagem Inversa no MNE-Python
Adenauer G. CASALI
AULA 03
Nesta aula, nós veremos...


Princípios e Técnicas de EEG
Aula 03
1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume
Equações de Maxwell (microscópicas, no vácuo):
Variação de campo magnético gera campo elétrico.
Variação de campo elétrico gera campo magnético.
Campo eletromagnético

Micro para Macro: deslocamento elétrico
Dielétrico =
material no qual as cargas estão livres para mover-se mas somente por distâncias atômicas.
Condutor =
material no qual as cargas estão livres para se mover em escalas macroscópicas
Tecido biológico: apresenta propriedades dielétricas e condutivas.
Efeitos dielétricos ou capacitivos: separação de cargas atômicas (polarização elétrica) ou moleculares (polarização molecular)
Produz um momento de dipolo na direção do campo
Deslocamento elétrico:
Meio linear:
permissividade elétrica do material
Escala microscópica: permissividade relativa do fluido intra e extracelular é da ordem de 80; Permissividade da membrana celular é da ordem de 10
Escala macroscópica: permissividade relativa vai a 10⁶!
permissividade relativa ou constante dielétrica
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume
- + - + - +
- + - + - +
- + - + - +
- + - + - +
- + - + - +
Carga livre
Carga ligada

Micro para Macro: densidade de corrente elétrica
Neutralidade elétrica de meios macroscópicos
Aproximadamente a mesma quantidade de carga positiva e de carga negativa
Mas correntes podem se instaurar no meio devido a um campo elétrico e a variações de condutividade, como as produzidas pela membrana celular.
Em geral, na média, vale a lei de Ohm generalizada:
condutividade elétrica do material

Fonte: Nunez, "Electric Fields of the Brain" (2005)
Tanto a condutividade quando a permissividade variam com a frequência do campo aplicado!
resistividade = inverso da condutividade
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

Equações de Maxwell (macroscópica, em meios materiais)
(Conservação da carga)
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

O limite "quase-estático" do EEG:
Agora suponha um campo elétrico oscilante:
Tomemos a lei de conservação da carga:
Junto com a primeira equação de Maxwell:
E a lei de Ohm:
Efeitos capacitivos
Efeitos condutivos
No tecido biológico, há um efeito dominante?
Condutor linear: estamos assumindo macro-escala, longe das membranas celulares.
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

O limite "quase-estático":
Efeitos capacitivos
Efeitos condutivos

Frequência (x 100 Hz)
Resistividade (Ohm x cm)
Constante dielétrica
Fonte: Nunez, "Electric Fields of the Brain" (2005)
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

O limite "quase-estático":
Efeitos capacitivos
Efeitos condutivos
Quando o efeito condutivo domina?
EEG:
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

Aproximação quase-estática: ignorar as oscilações dos campos elétricos e magnéticos nas equações de Maxwell. Toda dependência temporal vem das cargas e correntes.
Campos elétricos e magnéticos desacoplados!
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

As equações da eletrofisiologia macroscópica (válidas mesmo para LFP com microeletrodo)
Conservação da carga
Lei de Gauss
Lei constitutiva de condutores lineares
Lei constitutiva de dielétricos lineares
Definição do potencial elétrico (válida no limite quase-estático)
= campo elétrico resultante (V/m), atenuado devido aos efeitos capacitivos
= deslocamento elétrico (C/m²): campo produzido pelas cargas livres no tecido
= potencial elétrico (V)
= densidade de carga livre (C/m³)
= densidade de corrente macroscópica (A/m²)
= condutividade elétrica macroscópica (S/m), inverso da resistividade
= permissividade elétrica macroscópica (s.S/m)
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

EPSP, IPSP
PSP gera deslocamento de carga
"Corrente Primária"
Ambas as correntes estão associadas a uma diferença de potencial elétrico
(EEG)
Ambas correntes estão associadas a um campo magnético resultante (MEG)
Carga livre produz um deslocamento elétrico
E um campo elétrico resultante
O campo elétrico produz uma corrente "de volume" no tecido
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

Nas escalas espaciais do EEG: a maior parte da corrente contribuindo para a diferença de potencial medida no escalpo é corrente de volume mediada no espaço e produzida por ativação síncrona (corrente primária) de milhares de células (sobretudo piramidais) na superfície de giros corticais

Fonte: Baillet et al., "Electromagnetic Brain mapping" (2006)
Em tais escalas, como a resistência através das células é muitas ordens de grandeza maior do que a resistência no tecido, a maior parte da corrente contribuindo para o EEG ocorre no meio extracelular.
Nas escalas de campos, nas frequencias do EEG, e com correntes no meio extracelular, vale a aproximação de linearidade (para os efeitos do meio condutor e dielétrico).
Porém, para ambos, os meios em geral são não homogêneos e anisotrópicos!
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume


Fonte: Nunez, "Electric Fields of the Brain" (2005)
Linear mas não homogêneo e nem isotrópico?
Vale a lei de Ohm:
Mas com condutividade tensorial:
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

No limite quase-estático e na escala do EEG, os potenciais e campos são lineares nas cargas e correntes e não-lineares apenas na geometria.
A equação linear da eletroencefalografia
Assumindo condutividade constante (localmente)
Equação de Poisson
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

No limite quase-estático e na escala do EEG, os potenciais e campos são lineares nas cargas e correntes e não-lineares apenas na geometria.
- Suponha que você conhece todos os detalhes geométricos do problema (condutâncias e permissividades para as diferentes camadas, posições dos eletrodos, etc.)
- Suponha um dado dipolo em certa posição do cérebro.
- Em princípio, você poderia integrar as equações de campo e calcular o potencial resultante em cada um dos eletrodos para um dado dipolo de corrente primária. O resultado seria linear com a corrente:
Sinal no eletrodo e e tempo t
Dipolo de corrente primária na posição r e tempo t
Operador que leva a corrente primária em valores medidos nos eletrodos, chamado de "Lead Field Matrix"
A equação linear da eletroencefalografia
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

A equação linear da eletroencefalografia
O Sinal de EEG é basicamente o resultado da ação global do operador Lead Field (somado entre várias correntes primárias) acrescida de componentes provenientes de fontes não neurais:
Campo no eletrodo e e tempo t
Dipolo de corrente primária na posição r e tempo t
Operador que leva a corrente primária nos valores de campos medidos, chamado de "Lead Field"
Ruído (outras fontes não neurais)
Soma entre todas as correntes primárias
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

Fonte: Cohen, "Analyzing Neural Time Series Data - Theory and Practice " (2014)

Resumo - principais fontes do EEG:
- Correntes de volume secundárias, produzidas por potenciais pós-sinápticos (correntes primárias)
- Sobretudo em disposição radial nas superfícies de giros corticais
- Em ativação síncrona entre entre milhares de células radiais vizinhas (ocupando uma área de pelo menos 6cm²)
- Com frequências dos sinais resultantes tipicamente abaixo de 100Hz e acima de 0.1Hz
Em amplificadores DC é possível medir frequências muito lentas, abaixo de 0.1Hz (mas podem ser muito sujeitas a artefatos)
Atividades acima de 100Hz são difíceis de sincronizar, portanto tem amplitude menor e por isso são mais difíceis de medir (na prática os diversos tecidos formam um filtro passa-baixa natural).
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1. Equações de Maxwell quase-estáticas e a condução de volume

Condução de volume e resolução espacial


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2. O Problema da Modelagem Inversa
Se medimos o EEG, como descobrir as fontes?


?

"Modelo Forward"


"Modelo Inverso"
As duas grandes etapas da modelagem inversa:
- Resolver o modelo "forward" (geometria do indivíduo, modelo de condutâncias, geometria do experimento + solução numérica)
- Estimar a solução inversa (técnicas de inversão: otimização/inferência)
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2. O Problema da Modelagem Inversa

Como estimar o Lead Field?
1. Geometria do indivíduo
MRI
Segmentação






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3. O Modelo Forward

Como estimar o Lead Field?
2. Modelando as condutâncias
- Escalpo: condutância da pele e tecidos subcutâneos
- Crânio: condutância do osso (baixa condutância)
- Fluido cerebroespinal: alta condutância
- Cérebro: incluindo matéria cinzenta (alta condutância) e matéria branca (altamente anisotrópica)
Questão chave: modelagem Isotrópica ou Anisotrópica?
Diferentes camadas homogêneas representando os diferentes tecidos (escalpo, crânio, meninges, cérebro...)
Camadas esféricas ou com geometria real
Camadas isotrópicas ou anisotrópicas
Modelo mais empregado atualmente: poucas camadas homogêneas (ao menos 3), com geometrias reais mas condutâncias isotrópicas.
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3. O Modelo Forward

Como estimar o Lead Field?
3. Geometria do experimento
Neuronavegação
Co-registro



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3. O Modelo Forward

Como estimar o Lead Field?
4. Integração das equações no limite quasi-estático

Modelo esférico: camadas homogêneas, isotrópicas e esféricas concêntricas

Boudary Element Method (BEM): camadas homogêneas, isotrópicas e com geometria real
Finite Element Method (FEM): camadas homogêneas, possivelmente anisotrópicas e com geometria real

Melhor "custo-benefício"
Maior precisão
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3. O Modelo Forward

"Source space":
- posição dos dipolos (r) no mesh cortical
"Lead field"
- resultado do forward model: dado um dipolo em "r", qual o valor de campo no eletrodo "e".
Ruído
EEG
Invertendo o problema
??
Matematicamente mal-posto: não há solução única (número de incógnitas muito maior que número de equações!)
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4. Soluções Inversas

Invertendo o problema: Estratégia 1: restringir as soluções otimizando alguma variável
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4. Soluções Inversas

Invertendo o problema: Estratégia 1: restringir as soluções otimizando alguma variável
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4. Soluções Inversas

Considerando um ruído presente nos sinais: se o ruído for gaussiano de média zero, é melhor corrigir a solução assim:
Matriz de covariância do ruído nos sensores
Matriz de covariância do ruído nas fontes
Funciona como um "a priori": quanto menor a variância em determinado dipolo, mais a atividade neste dipolo será reduzida na solução final
Pode ser estimada a partir do EEG
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4. Soluções Inversas

MINIMUM NORM "pura"
MINIMUM NORM regularizada (MNE)
LORETA ou sLORETA: impõe correlação entre fontes vizinhas (W é uma matriz diagonal em blocos, B o operador do Laplaciano)
Método "Dynamical Statistical Parametric Mapping" (dSPM)
Enviesadas em favor de distribuições superficiais (erros significativos quando há fontes subcorticais relevantes)
Outras soluções populares:
estimada do EEG
estimada de sinais BOLD (fMRI)
ou estimada do EEG
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4. Soluções Inversas

Invertendo o problema: Estratégia 2: buscar a solução mais provável
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4. Soluções Inversas

Bônus: o Teorema de Bayes
Probabilidade "a posteriori" em x
Verossimilhança (likelihood) em x
Prior ou probabilidade "a priori" em x.
Evidência ou verossimilhança (likelihood) marginal
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Estratégia Bayesiana de Inversão
Probabilidade de uma distribuição nas fontes dada a medição nos eletrodos
"Forward model"
Prior: quais fontes são, a priori, mais prováveis?
Normalização (irrelevante para decidir qual distribuição nas fontes é mais provável)
EEG
Fontes
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"Forward Model"
probabilidade do EEG conhecidas as correntes nas fontes (J)
Distribuição normal
Valor esperado
Covariância nos eletrodos
Estratégia Bayesiana de Inversão
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???
probabilidade das correntes nas fontes (J) dado o EEG (Phi)
Prior
Covariância das fontes
Estratégia Bayesiana de Inversão
BAYES:
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Estratégia Bayesiana de Inversão
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Estratégia Bayesiana de Inversão
Achar a solução mais provável:
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Estratégia Bayesiana de Inversão
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4. Soluções Inversas
Compare com a WMNE:

O problema da modelagem inversa na estratégia bayesiana sob premissas de gaussianidade se reduz ao problema de estabelecer o melhor modelo para as covariâncias!
Estratégia Bayesiana de Inversão




Fonte: López et al (2014)
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4. Soluções Inversas


Fonte: Pascarella et al. 2023

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4. Soluções Inversas

Fonte: Pascarella et al. 2023


Source depth (mm)
SNR
Source depth (mm)
SNR
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4. Soluções Inversas

DCM: Dynamic Causal Modelling
(Forward Model + Model of neural activity + Bayesian Approach)


Células Piramidais Excitatórias
Células Spiny-Stellate Excitatórias
Interneurônios Inibitórios
Conexões extrínsicas
Forward model
Medição
Output
"Hidden states"
Diferentes modelos
Buscar pelo modelo que maximiza a evidência
Evidência:
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5. Modelagem Causal

Exemplo: feedback frontotemporal em perda de consciência


Procurar pelos parâmetros que maximizam a evidência de um dado modelo
Calcular a evidência ótima para um dado modelo
Selecionar o melhor modelo
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5. Modelagem Causal

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6. Laplaciano: redução de condução de volume nos sensores
- sensível a dipolos radiais (método para EEG, não para MEG)
- "reference-free"
- não depende de modelagem forward ou inversa, mas necessita de EEG de alta densidade
- amplifica efeitos locais
- atenua atividades temporalmente coerentes entre várias fontes e que são espacialmente distribuídas no EEG (ex: P300)
- Filtro espacial passa-alta construído pela segunda derivada do EEG
- Também chamado de "surface current density" ou "current source density", mas não é uma estima das fontes e sim um método de redução de condução de volume

Fonte: Cohen, "Analyzing Neural Time Series Data - Theory and Practice" - capítulo 22

Princípios e Técnicas de EEG
Aula 03
7. Solução Inversa no MNE-Python
- wMN
- Loreta
- dSPM
- e outros
Métodos de Inversão

- Geometria deve ser gerada no Freesurfer
- Pipeline de cálculo e visualização são complexos
Métodos para FWD
- esférico
- BEM
- FEM





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7. Solução Inversa no MNE-Python



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Próximas Aulas:
AULA 04 - Artefatos no EEG
AULA 05 (Tópicos Avançados) - De Fourier a Wavelets
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Topicos Avançados - Aula 03 - Bases físicas do EEG e o Problema Inverso
By ADENAUER GIRARDI CASALI
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